O local da maior descoberta arqueológica do século XX.
Qumran ocupa um lugar único na história da arqueologia mundial. Foi nas cavernas desta região, às margens do Mar Morto, que foram descobertos, a partir de 1947 — o mesmo ano em que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou o Plano de Partilha da Palestina, abrindo caminho para o restabelecimento do Estado de Israel em 1948 — os Manuscritos do Mar Morto, considerados por grande parte da comunidade científica a mais importante descoberta arqueológica do século XX.
Para muitos peregrinos e estudiosos da Bíblia, essa impressionante coincidência histórica vai além da cronologia. Enquanto o povo judeu caminhava para o restabelecimento de seu Estado na Terra de Israel após quase dois mil anos, o mundo voltava seus olhos para manuscritos que preservavam, de forma extraordinária, a Palavra de Deus. Muitos enxergam nesses acontecimentos a providência divina atuando na história. Os manuscritos permaneceram preservados por aproximadamente dois mil anos e representam um dos maiores tesouros documentais da humanidade.
Foram encontrados cerca de 900 manuscritos, além de dezenas de milhares de fragmentos distribuídos em 11 cavernas, contendo textos bíblicos, escritos religiosos, regras comunitárias, comentários das Escrituras e documentos que ajudam a compreender o judaísmo durante o período do Segundo Templo. Entre as descobertas mais importantes encontra-se o famoso Grande Rolo de Isaías, preservado quase integralmente e considerado uma das mais antigas cópias completas de um livro bíblico já encontradas.