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10 Dias — Nos Passos de Jesus: Da Galileia a Jerusalém – Evangélico

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Escute a versão em áudio deste roteiro pela Terra Santa.

 

1º DIA – CHEGADA EM ISRAEL (TEL AVIV – AEROPORTO BEN GURION)

Ao desembarcar no Aeroporto Ben Gurion, sentiremos a emoção de pisar na Terra Santa, a terra onde Jesus caminhou e onde tantas histórias da Bíblia se tornaram realidade. Nossa equipe lhe receberá calorosamente e auxiliará no processo de imigração.

Seguimos para o hotel em Tel Aviv, uma cidade vibrante à beira do Mar Mediterrâneo. O restante do dia será livre para explorar a orla marítima, desfrutando de sua atmosfera única, cafés charmosos e lojas exclusivas.

Tel Aviv

2º DIA – TEL AVIV / JAFA / CESARÉIA MARÍTIMA / HAIFA / TIBERÍADES

Após o café da manhã, nossa jornada se inicia com uma emocionante peregrinação por Jaffa (Yafo, Jope), antiga cidade portuária mencionada nas Escrituras (Josué 19:46). Este antigo porto bíblico (2 Crônicas 2:10-15) carrega a essência da história sagrada e nos convida a caminhar por suas ruas estreitas, imersos na atmosfera do bairro dos artistas.

No coração de Jaffa, visitamos um dos portos mais antigos do mundo, local onde a madeira vinda de Tiro foi recebida para a construção do primeiro e segundo templo. (1 Reis 5:6-10 e 2 Crônicas 2:3-8)

Aqui, Jonas tentou fugir do chamado de Deus (Jonas 1:1-3), e Pedro, na casa de Simão, o curtidor de peles, teve a visão que abriu as portas da salvação aos gentios (Atos 10:9-16).

Seguimos rumo a Cesareia Marítima.

Ao nos aproximarmos de Cesareia Marítima, sentimos a brisa salgada do Mediterrâneo acariciar nossa pele, como se quisesse nos contar os segredos dessa cidade milenar. Aqui, onde o azul do mar se encontra com o dourado das ruínas, a história de impérios, fé e resistência ganha vida diante dos nossos olhos.

Construída pela grandiosa visão de Herodes, o Grande, Cesareia não foi apenas um porto, mas um símbolo de poder e inovação. É impossível não imaginar o esplendor de seus dias de glória, quando embarcações de todos os cantos do império aportavam em seu magnífico porto artificial, um feito de engenharia que desafiava as forças da natureza.

Adentramos as ruínas do palácio de Herodes, que se projetava elegantemente sobre o mar. Suas colunas ainda sussurram histórias de conspirações, alianças forjadas no brilho do ouro e decisões que mudaram o destino da Judeia. Ao caminhar pelos mosaicos desgastados pelo tempo, quase podemos ouvir o murmúrio de cortesãos e centuriões debatendo os rumos da província, enquanto Herodes admirava o horizonte a partir de sua luxuosa piscina à beira-mar.

Em seguida, pisamos no hipódromo, onde a terra ainda guarda as marcas dos cascos dos cavalos que um dia cortaram o ar, puxando carruagens a uma velocidade vertiginosa. O clamor ensurdecedor da multidão ecoa em nossa imaginação, enquanto aurigas desafiavam o destino em corridas frenéticas. Mas entre os jogos e o entretenimento, este também foi um local de sofrimento: aqui, mártires cristãos e judeus enfrentaram a perseguição e derramaram seu sangue, mantendo-se inabaláveis em sua fé.

O teatro romano, com suas arquibancadas voltadas para o mar, ainda ressoa com os aplausos das elites que vinham se deslumbrar com espetáculos grandiosos. Se fecharmos os olhos, podemos quase ouvir o som das liras e das declamações que uma vez encheram esse espaço de vida e arte. Mas sob essa fachada de esplendor, a cidade escondia momentos de tensão e desafios.

No coração de Cesareia, entre suas fortalezas imponentes, um dos maiores protagonistas do cristianismo viveu seus dias de incerteza: o apóstolo Paulo. Segundo a tradição, Paulo permaneceu preso em Cesareia por cerca de dois anos, aguardando julgamento. Dentro dessas muralhas, ele enfrentou os governadores Félix e Festo, defendendo sua fé com palavras tão afiadas quanto qualquer espada.

Deixamos a cidade e seguimos até o antigo aqueduto romano, uma maravilha arquitetônica que atravessa a paisagem com sua sequência de arcos elegantes. Por séculos, essas estruturas trouxeram água fresca do Monte Carmelo, abastecendo a cidade com um recurso vital. Mesmo depois de tanto tempo, suas fundações permanecem firmes, um testemunho da genialidade romana e da prosperidade que Cesareia desfrutou em seus dias de esplendor.

Nossa jornada continua rumo a Haifa, onde o azul do Mediterrâneo se funde ao verde exuberante das colinas, criando um cenário de beleza arrebatadora. Mas Haifa não é apenas um espetáculo para os olhos; ela é uma das cidades mais importantes de Israel, onde se encontram os Jardins Bahá’í, um oásis de perfeição geométrica e tranquilidade, que descem em terraços majestosos até o coração da cidade. Patrimônio da UNESCO, esses jardins não são apenas um espetáculo visual; eles refletem a essência da fé bahá’í, uma religião que prega a unidade de todos os povos e crenças.

Os bahá’ís, seguidores de Bahá’u’lláh, vivem segundo princípios de paz, justiça e igualdade. Sem clero, sem rituais fixos, sua espiritualidade se expressa na busca pelo bem comum e na convicção de que todas as religiões vêm de uma única fonte divina. Haifa abriga o Santuário do Báb, um dos locais mais sagrados da fé bahá’í, onde repousa o precursor dessa religião.

Caminhamos por essas paisagens sagradas com a sensação de que Haifa é um ponto de encontro entre o passado e o futuro, entre a tradição e a renovação espiritual. Do Monte Carmelo, o olhar se perde no horizonte, onde avistamos, ao longe, a linha do horizonte onde o Líbano se encontra com o mar e o céu.

Subimos ao topo do Monte Carmelo, em Muhraqa, onde o vento sopra histórias antigas e o horizonte se desenha como uma tapeçaria sagrada. Estamos pisando em um solo onde o próprio céu parece ter se curvado para testemunhar um dos momentos mais poderosos da Bíblia: o confronto entre Elias e os profetas de Baal.

Aqui, sobre as colinas que dominam o Vale de Jezreel, Elias desafiou 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá, ordenando que dois altares fossem preparados. Os sacerdotes pagãos clamaram a seus deuses, dançaram, cortaram-se em transe…, mas o silêncio foi a única resposta. Então, Elias ergueu sua voz e clamou ao Deus de Israel. De repente, o céu se abriu, e um fogo divino desceu sobre o altar, consumindo o sacrifício, a madeira, as pedras e até a água derramada ao redor.

Neste exato local, uma estátua de Elias de espada em punho nos lembra da vitória daquele dia. “O Senhor é Deus!” – o povo gritou, caindo sobre seus rostos. Os falsos profetas foram levados ao Rio Quisom, que serpenteia pelo vale abaixo, e ali enfrentaram seu destino.

Elias não apenas invocou fogo do céu; ele também orou para que a chuva voltasse a Israel após anos de seca. Do topo do monte, seu servo avistou uma pequena nuvem do tamanho da mão de um homem surgindo no horizonte. Logo, o céu se enegreceu, e uma tempestade trouxe vida de volta à terra sedenta.

Do Carmelo ao Armagedom, este é um lugar onde o passado e o futuro se entrelaçam, onde a voz dos profetas ainda parece ecoar no vento. Estamos sobre um solo de fogo, fé e destino.

Diante de nós, a vastidão do Vale de Jezreel, conhecido também como Vale do Armagedom (Apocalipse 16:16), se estende como um palco preparado para os eventos finais da história. As profecias indicam que aqui ocorrerá a batalha definitiva entre as forças do bem e do mal. O solo que um dia presenciou a vitória de Elias sobre a idolatria será, segundo a tradição, o campo onde o último confronto se desenrolará.

No horizonte, podemos avistar Nazaré, onde Jesus passou sua infância e juventude. Entre os montes verdejantes e as aldeias bíblicas que pontilham o vale, imaginamos Maria e José caminhando pelas colinas, sem saber que aquele menino mudaria o curso da humanidade.

Além da espiritualidade e das profecias, o Monte Carmelo continua tendo grande importância estratégica até os dias atuais devido à sua posição elevada e privilegiada sobre a região.

Encerramos nosso dia na histórica cidade de Tiberíades, às margens do lendário Mar da Galileia. As águas que presenciaram os milagres e ensinamentos de Jesus seguem inspirando peregrinos e devotos.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias)

3º DIA – PELAS ÁGUAS DA GALILEIA: TABGHA, CAFARNAUM, MAGDALA E O RIO JORDÃO

O dia amanhece sobre a Galileia, e com ele seguimos os passos de Jesus pelos locais onde Ele ensinou, operou milagres e transformou vidas.

Nossa jornada começa em Tabgha, local do milagre da multiplicação dos pães e peixes (Marcos 6:30-44). Na Igreja da Multiplicação, contemplamos o icônico mosaico bizantino que representa os cinco pães e dois peixes oferecidos a Jesus. Ali, lembramos que a fé multiplica o pouco e sacia multidões.

A poucos passos, chegamos à Igreja do Primado de Pedro, à beira do Mar da Galileia. Sentimos a serenidade do lugar onde, após a ressurreição, Jesus apareceu aos discípulos e confirmou Pedro como primeiro pastor:
“Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17).

Seguimos para Cafarnaum, a “cidade de Jesus”. Caminhamos entre as ruínas da casa de Pedro (Lucas 4:38), onde sua sogra foi curada por Jesus, e entramos na antiga sinagoga onde Ele ensinava e operava milagres (Marcos 1:21-28).

Subimos ao Monte das Bem-Aventuranças, onde, cercados pela paisagem tranquila da Galileia, relembramos as palavras do Sermão da Montanha:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Nossa peregrinação continua com uma visita especial a Magdala, cidade natal de Maria Madalena. Aqui, percorremos as escavações de uma antiga sinagoga do século I, possivelmente frequentada por Jesus.

A experiência se aprofunda ao embarcarmos em um barco para atravessar o Mar da Galileia, revivendo os momentos em que Jesus acalmou a tempestade:
“E levantou-se grande temporal de vento… E disse ao mar: Cala-te, aquieta-te.” (Marcos 4:37-39)

Também relembramos quando Jesus caminhou sobre as águas (Mateus 14:22-33) e concedeu a Pedro e seus discípulos a pesca milagrosa (Lucas 5:1-11). Deixamos que as águas carregam as histórias de fé, dúvida e entrega que marcaram os apóstolos.

Nosso dia sagrado se encerra no Rio Jordão, local tradicional do batismo de Jesus por João Batista (Mateus 3:13-17). Em Yardenit, os peregrinos poderão escolher entre realizar o batismo neste local tradicional ou em Qasr al-Yahud, próximo a Jericó.

Às margens deste rio, temos a oportunidade de nos batizar, mergulhando na espiritualidade que há séculos faz deste lugar um símbolo de nova vida.

Com o coração pleno e renovado, encerramos o dia conscientes de que caminhamos por terras onde o divino tocou a humanidade.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias)

Dia 4 – Explorando as Colinas do Golã: História, Natureza e Sabores

Uma Jornada Inesquecível Pelo Golã: Fé, História e Sabores

Nosso dia começa em um cenário de tirar o fôlego: a Reserva Natural de Banias (Cesareia de Filipe), um local que guarda um dos momentos mais profundos do Novo Testamento. Caminhamos por trilhas que serpenteiam entre árvores centenárias, ouvindo o som das águas cristalinas que alimentam uma das principais nascentes do Rio Jordão.

Aqui, sobre as ruínas da antiga Cesareia de Filipe, ecoam as palavras que mudaram a história

:“E vós, quem dizeis que eu sou?” – pergunta Jesus.
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” – responde Pedro.
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja…” (Mateus 16:15-18)

É impossível não sentir a grandiosidade desse instante ao estar no mesmo solo onde ele aconteceu. Ao lado das ruínas do templo dedicado ao deus Pã, contrastamos o passado pagão com a mensagem revolucionária de Cristo. Seguimos adiante ao lado da nascente onde a natureza parece sussurrar histórias de tempos antigos, e nos deixamos envolver pela atmosfera de paz e contemplação.

Ascensão ao Monte Bental: Um Olhar Sobre a História e a Geopolítica

De Banias, subimos até o Monte Bental, um dos picos mais impressionantes das Colinas do Golã. Lá do alto, um cenário de tirar o fôlego se revela diante de nós: a vastidão da Síria, as ondulações da terra marcada pelo tempo e as cicatrizes deixadas pelos conflitos. O vento sopra forte enquanto exploramos os antigos bunkers sírios, conquistados durante a Guerra do Yom Kippur de 1973.

Em um pequeno auditório, assistimos a um filme emocionante sobre a Batalha do Vale das Lágrimas, um confronto épico onde um punhado de tanques israelenses resistiu bravamente contra uma força síria avassaladora. Saímos do documentário com um novo olhar sobre o que significa coragem e sacrifício, e então seguimos até o próprio Vale das Lágrimas. Ao pisarmos nesse solo histórico, sentimos a força dos eventos que moldaram o Oriente Médio, refletindo sobre o custo da paz e a resiliência de um povo.

O Azeite do Golã

Encerramos nossa jornada em uma autêntica fábrica de azeite de oliva, onde o perfume das oliveiras nos envolve. Entre prensas antigas e modernas técnicas de extração, conhecemos o segredo por trás desse “ouro líquido” que há milênios faz parte da cultura mediterrânea. Finalizamos com uma degustação irresistível: azeites frescos e aromáticos.

Ao fim do dia, com a luz dourada do entardecer acariciando as paisagens do Golã, levamos conosco não apenas memórias, mas uma experiência profunda. Fé, história e sabores se entrelaçaram em uma jornada inesquecível por essa terra que testemunhou batalhas, milagres e a força inabalável da vida.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias)

5º DIA – BEIT SHEAN, QUMRAN, BANHO NO MAR MORTO, JERICÓ E CHEGADA A JERUSALÉM

Nos despedimos das águas serenas do Mar da Galileia, cujas ondas sussurram histórias de fé e milagres, e partimos rumo ao passado sombrio e fascinante de Beit Shean, uma das cidades da Decápolis.

Ao nos aproximarmos das grandiosas ruínas romanas, o brilho do sol reflete sobre colunas que um dia sustentaram templos e teatros luxuosos. Mas, por trás da beleza, esse solo guarda um dos momentos mais trágicos da Bíblia.

Após a derrota do exército de Israel pelos filisteus no Monte Gilboa, o corpo de Saul, o primeiro rei de Israel, e de seu fiel filho Jônatas foram trazidos para cá. Como um macabro troféu de guerra, suas cabeças foram expostas nas muralhas da cidade, um aviso cruel para todo o povo de Israel:
“Então os filisteus cortaram a cabeça de Saul… e penduraram os seus corpos no muro de Bete-Seã.” (1 Samuel 31:8-10)

Ao caminharmos entre as majestosas ruínas de Beit Shean, uma das cidades mais esplêndidas da Decápolis romana, percebemos que algo interrompeu seu esplendor. Colunas caídas, templos despedaçados e ruas de pedra deslocadas contam uma história de destruição repentina – a marca de um evento cataclísmico que mudou para sempre o destino desta cidade no ano 749.

Um poderoso terremoto, parte de uma série de abalos que devastaram a região do Vale do Jordão e da Galileia, sacudiu Beit Shean até suas fundações. Em questão de segundos, edifícios suntuosos que haviam testemunhado séculos de glória desabaram como castelos de areia.

O tremor foi tão intenso que destruiu cidades inteiras, de Tiberíades a Jericó, matando milhares de pessoas. A magnitude exata desse terremoto é estimada em 7.0 ou mais na escala Richter, com epicentro na Falha do Vale do Jordão, parte do Grande Vale do Rift, que atravessa Israel.

Antes do terremoto, Beit Shean era uma metrópole florescente, repleta de anfiteatros, templos, banhos romanos e colunatas imponentes. Era um centro de cultura e comércio, estrategicamente localizado entre o Egito e a Mesopotâmia.

Mas, após o desastre, a cidade nunca mais se recuperou totalmente. A destruição foi tão extensa que os habitantes abandonaram as ruínas, e Beit Shean foi engolida pelo tempo, seu esplendor romano enterrado sob a poeira do deserto.

Ao explorar as ruínas hoje, é possível ver colunas caídas exatamente como tombaram naquele dia, um lembrete impressionante da força destrutiva do terremoto. Algumas estruturas foram preservadas quase como estavam no momento do colapso, permitindo-nos imaginar o pânico e a correria dos habitantes ao verem o mundo desmoronar ao seu redor.

Passaremos perto do Monte Gilboa, onde Saul e seus filhos caíram diante dos filisteus. O vento sopra forte entre as árvores, como se ainda carregasse o lamento de Davi, que chorou a morte de seu melhor amigo, Jônatas:

“Como caíram os valentes no meio da batalha! Jônatas, sobre os teus montes, foi morto!” (2 Samuel 1:25)

Até hoje, as encostas do Monte Gilboa permanecem em grande parte áridas, um testemunho da maldição de Davi sobre este lugar:

“Sobre vós, ó montes de Gilboa, não caia orvalho, nem chuva…” (2 Samuel 1:21)

Seguimos para as piscinas de Gideão, conhecidas atualmente como Ma’ayan Harod, aos pés do Monte Gilboa. Segundo a Bíblia, no livro de Juízes capítulo 7, foi nesse local que Gideão escolheu os 300 guerreiros que lutariam contra os midianitas. Gideão havia reunido cerca de 32 mil homens, mas Deus disse que o exército era grande demais e que a vitória poderia fazer o povo pensar que foi conquistada pela própria força. Então, os homens foram levados até a fonte para beber água. Aqueles que beberam levando a água às mãos, permanecendo atentos e vigilantes, foram escolhidos. Apenas 300 homens passaram por essa seleção e, com eles, Gideão venceu um exército muito maior. O local se tornou um símbolo de fé, obediência e confiança em Deus.

Abandonamos os campos e montanhas verdes e entramos na vastidão infinita do Deserto da Judeia. As paisagens áridas e os penhascos dourados parecem saídos de outra era, um cenário onde o tempo se curva diante da eternidade.

Em meio a essa terra estéril, chegamos a um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos da história: Qumran. Aqui, entre cavernas ocultas e o silêncio absoluto do deserto, um segredo permaneceu enterrado por séculos, esperando ser revelado.

Foi em 1947, quando um jovem beduíno lançou uma pedra dentro de uma gruta, que o destino da arqueologia bíblica mudou para sempre. O som de um jarro quebrando ecoou pelas rochas, e ali, envoltos em pergaminhos, estavam os Manuscritos do Mar Morto – os textos bíblicos mais antigos já descobertos.

Escritos pelos essênios, uma comunidade misteriosa que buscava pureza espiritual afastada do mundo, esses manuscritos preservaram trechos da Torá, dos Salmos e do livro de Isaías com uma precisão impressionante.

O que mais o deserto ainda esconde? Que segredos aguardam o próximo explorador?

Seguimos para Jericó, uma das cidades mais antigas do mundo, localizada na região palestina da Cisjordânia.

Avistamos o Monte da Tentação, onde Jesus jejuou por 40 dias e enfrentou as tentações do diabo:
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” (Mateus 4:1-11)

Visitamos também a Fonte de Eliseu:
“Assim diz o Senhor: Sarei saudáveis estas águas; nunca mais procederá delas morte nem esterilidade.” (2 Reis 2:21)

E a famosa Árvore de Zaqueu, onde o cobrador de impostos subiu para ver Jesus:
“E correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali.” (Lucas 19:4)

Nossa jornada se conclui em Jerusalém, a cidade santa onde Jesus entregou Sua vida por nós. Ao nos aproximarmos, contemplamos a cidade do alto, relembrando o momento em que Jesus chorou por ela:
“E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.” (Lucas 19:41)

Hospedagem em Jerusalém.

6º DIA – JERUSALÉM OS ÚLTIMOS PASSOS DE JESUS

O dia começa no Monte das Oliveiras, de onde Jesus ascendeu aos céus:
“E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles e foi elevado ao céu.” (Lucas 24:50-51)

Lugar onde Jesus frequentemente se retirava para orar. Lá do alto, contemplamos a grandiosidade da Cidade Santa, exatamente como Jesus a viu.

Lemos juntos o Salmo 122, que fala sobre a paz de Jerusalém, e refletimos sobre o significado desta cidade ao longo da história bíblica.

Descemos pelo caminho onde aconteceu a Entrada Triunfal de Jesus em um domingo especial, quando a multidão O recebeu com ramos e cânticos de “Hosana ao Filho de Davi!” (Mateus 21:1-11). Caminhando por este trajeto, nos transportamos para aquele momento em que a esperança messiânica enchia os corações do povo.

A primeira parada é na Igreja Dominus Flevit, cujo nome significa “O Senhor chorou”. É um dos momentos mais comoventes da jornada, pois aqui Jesus chorou sobre Jerusalém, prevendo sua destruição (Mateus 24:37-39). Diante da paisagem da cidade antiga, imaginamos esse instante de profunda dor e compaixão do Mestre por Seu povo.

Seguimos para o Getsêmani, um dos lugares mais emocionantes da viagem. Este é o jardim onde Jesus orou na noite anterior à Sua crucificação, em uma angústia tão intensa que Seu suor se tornou como gotas de sangue (Mateus 26:36-46).

As antigas oliveiras do jardim descendem de árvores que testemunharam séculos da história de Jerusalém.

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42)

Saindo da basílica, seguimos em direção à Gruta do Getsêmani.

A atmosfera da gruta é transmitida pelo peso dessa lembrança. As sombras das tochas parecem ainda dançar nas paredes de pedra, como se a cena estivesse eternamente impressa no local. O visitante que aqui entra sente a tensão daquele instante, como se as palavras de Jesus:
“Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?” (Lucas 22:48)
ainda ecoam pelo ambiente.

Nossa próxima parada é o Cenáculo, a sala onde aconteceu a Última Ceia. Neste ambiente, Cristo compartilhou o pão e o vinho com Seus discípulos, instituiu a Santa Ceia e anunciou a nova aliança (Mateus 26:17-30).

Também foi aqui que os discípulos se reuniram após a ressurreição e onde receberam o Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2).

E logo ao lado, o Túmulo do Rei Davi, um dos lugares mais venerados do judaísmo.

Igreja de São Pedro em Gallicantu, cujo nome significa canto do galo, em memória à negação de Pedro e ao cumprimento da profecia de Jesus. Na noite em que Jesus foi traído, Ele foi preso no Jardim do Getsêmani e levado para a casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde enfrentou um julgamento injusto diante do Sinédrio.

“E os principais dos sacerdotes e todo o Sinédrio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. Porque muitos testificavam falsamente contra Ele, mas os testemunhos não eram coerentes.” (Marcos 14:55-56)

A casa de Caifás era um complexo palaciano com celas subterrâneas, onde prisioneiros aguardavam seus destinos. Jesus, inocente e sem pecado, foi humilhado, esbofeteado e condenado ali antes de ser entregue a Pôncio Pilatos.

Hoje, ao descermos às prisões esculpidas na rocha, refletimos sobre a solidão e o sofrimento do Salvador, que suportou tudo por amor a nós.

Enquanto Jesus era interrogado, Pedro aguardava no pátio. Momentos antes, ele havia prometido fidelidade até a morte, mas agora, tomado pelo medo, negou conhecer seu Mestre três vezes.

“E Pedro o negou novamente. E, no mesmo instante, cantou o galo. E, voltando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe dissera: ‘Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes’. E, saindo dali, chorou amargamente.” (Lucas 22:60-62)

No pátio da igreja, há uma estátua de Pedro ao lado de um galo sobre uma coluna, lembrando-nos desse momento doloroso.

Seguimos ao Museu de Israel é um dos museus mais importantes do mundo e uma das visitas mais fascinantes em Jerusalém. O local reúne arqueologia, história bíblica, arte e descobertas que ajudam a compreender profundamente a Terra Santa e a Jerusalém dos tempos antigos.

Um dos grandes destaques do museu é a famosa Maquete de Jerusalém do Segundo Templo, uma reconstrução impressionante da cidade como ela era há cerca de 2 mil anos, no período de Jesus. A maquete foi criada em escala detalhada e permite visualizar Jerusalém antes da destruição do Templo pelos romanos no ano 70 d.C.

Ao caminhar ao redor da maquete, é possível observar com clareza o tamanho do antigo Templo de Jerusalém, as muralhas da cidade, os palácios, mercados, ruas e diversos locais mencionados na Bíblia. A experiência ajuda os visitantes a compreenderem melhor os acontecimentos bíblicos e a dimensão histórica da cidade naquela época.

Outro ponto muito especial do museu é o Santuário do Livro, edifício que abriga os famosos Manuscritos do Mar Morto, considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes do século XX. Esses manuscritos antigos contêm textos bíblicos preservados por mais de 2 mil anos e ajudam a contar a história das Escrituras e do povo judeu.

A visita ao Museu de Israel é uma verdadeira viagem no tempo, proporcionando uma compreensão única sobre Jerusalém antiga, a história bíblica e a rica herança cultural da região.

Hospedagem em Jerusalém

7º DIA – MASSADA E MAR MORTO

No início da manhã, enquanto a cidade ainda despertava lentamente, partimos em direção ao Deserto da Judeia. Aos poucos, os prédios ficaram para trás e deram lugar às montanhas, moldadas pelo vento e pelo silêncio de milhares de anos. A estrada parecia nos conduzir para outra época, onde cada pedra carregava histórias antigas e cada curva revelava paisagens quase surreais.

Durante o caminho, o azul intenso do Mar Morto começa a surgir entre as montanhas áridas, criando um contraste impossível de esquecer. O deserto transmite uma sensação única de paz, como se o tempo ali passasse de maneira diferente. Faremos uma breve parada no famoso “Nível Zero”, o ponto que marca o início da descida para as regiões abaixo do nível do mar. O vento quente, o horizonte infinito e o silêncio do deserto transformam aquele simples momento em algo especial.

Seguimos então para Massada, uma fortaleza majestosa erguida sobre uma montanha isolada no coração do deserto. A subida de teleférico revelava vistas impressionantes do Mar Morto e das montanhas da Judeia, como uma pintura viva diante dos olhos. Lá no alto, entre ruínas milenares, é impossível não imaginar a grandiosidade do rei Herodes, que transformou aquele lugar em um palácio luxuoso cercado pelo vazio do deserto. Caminhar por Massada é sentir a força da história. Cada muralha, cada mosaico e cada corredor preservam memórias de coragem, resistência e fé.

Depois da visita, descemos novamente em direção ao Mar Morto, atravessando paisagens que pareciam saídas de um filme. O deserto, com suas cores douradas e montanhas silenciosas, acompanhava todo o percurso até chegarmos ao ponto mais baixo da Terra.

Ao chegar ao Mar Morto, a sensação é de estar em um lugar único no mundo. As águas calmas, extremamente salgadas e cercadas pelas montanhas desérticas criavam um cenário quase mágico. Entrar lentamente na água e sentir o corpo flutuar sem esforço é uma experiência difícil de descrever. Tudo ali convida ao relaxamento: a água morna, os minerais naturais e a tranquilidade do ambiente. O tempo parece desacelerar enquanto o sol reflete sobre as águas azuladas do mar.

Entre risadas, fotos e momentos de contemplação, o dia vai chegando ao fim. O retorno acontece com o coração cheio de memórias: a imponência de Massada, o silêncio do deserto e a experiência única de flutuar nas águas do Mar Morto permanecem vivos como lembranças de uma jornada inesquecível pela Terra Santa.

Atenção

O fundo do Mar Morto é coberto por pedras de sal cristalizadas, que podem ser afiadas. Para evitar lesões, recomendamos o uso de sapatos aquáticos ou sandálias.

Sugerimos trazer uma toalha para seu conforto. No local, há vestiários e chuveiros disponíveis.

Cuidados com a saúde: a água possui altíssima concentração de minerais, o que pode não ser adequado para todos. Pessoas com problemas de saúde, hipertensão ou pele sensível devem consultar um médico antes de entrar.

Precauções ao entrar na água: não molhe a cabeça ou os olhos, pois a água extremamente salgada pode causar forte irritação. Leve uma garrafa de água para enxaguar os olhos caso necessário.

Desfrute desta experiência única com segurança!

Hospedagem em Jerusalém

8º DIA – BELÉM E HERODION

Belém, a cidade profetizada como o berço do Rei dos Reis. Ao atravessarmos seus portões, ressoam em nossas almas as palavras do profeta Miqueias:

“E tu, Belém de Éfrata, pequena entre os clãs de Judá, de ti sairá para mim o que será governante de Israel.” (Miqueias 5:2)

Nosso primeiro destino é a Basílica da Natividade, um dos locais mais antigos em uso contínuo. Ao cruzarmos suas portas baixas, nos inclinamos não apenas fisicamente, mas espiritualmente, lembrando da humildade do Salvador, que escolheu vir ao mundo não em um palácio, mas em uma manjedoura simples.

Descemos até a Gruta da Natividade, onde uma estrela de prata marca o local sagrado do nascimento de Jesus. Aqui, relembramos a noite em que Maria, envolta em simplicidade e fé, trouxe ao mundo o Cordeiro de Deus:

“E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” (Lucas 2:6-7)

Seguimos para a Gruta de São Jerônimo, onde este grande estudioso dedicou sua vida à tradução da Bíblia para o latim – a Vulgata. Este trabalho monumental abriu caminho para a difusão das Escrituras por toda a cristandade, permitindo que o Evangelho se espalhasse aos quatro cantos do mundo.

Deixamos o centro de Belém e seguimos para um local de grande simbolismo: o Campo dos Pastores. Foi aqui que os humildes pastores receberam a notícia que mudou a história da humanidade.

“Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:10-11)

Entre as colinas tranquilas, imaginamos o brilho celestial iluminando a noite e a canção dos anjos ecoando sobre os campos:

“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!” (Lucas 2:14)

Herodion, também conhecido como Herodium, é uma impressionante fortaleza-palácio construída pelo rei Herodes há mais de 2 mil anos, localizada entre Jerusalém e Belém, em meio às montanhas do deserto da Judeia. Vista de longe, a montanha possui um formato único, quase perfeitamente cônico, pois foi parcialmente moldada artificialmente por ordem do próprio Herodes, que desejava criar um monumento grandioso que refletisse seu poder e sua visão arquitetônica extraordinária.

Foi nesse local que Herodes construiu um complexo luxuoso com palácios, jardins, piscinas, banhos romanos, salões de recepção e um sofisticado sistema de armazenamento de água no meio do deserto — uma verdadeira obra de engenharia para a época. Além de servir como residência real e fortaleza estratégica, Herodion também foi escolhido pelo rei como seu local de sepultamento. Em 2007, arqueólogos anunciaram a descoberta do túmulo atribuído ao rei Herodes na encosta da montanha.

Do topo de Herodion é possível contemplar vistas panorâmicas espetaculares do Deserto da Judeia, de Belém e até da região de Jerusalém. Caminhar por suas ruínas é mergulhar em uma das histórias mais fascinantes da Terra Santa, onde luxo, poder, ambição e história bíblica se encontram em meio às paisagens silenciosas do deserto.

Hospedagem em Jerusalém

9º DIA – ESPLANADA DO TEMPLO, PORTÃO DOURADO, VIA SACRA E JARDIM DO TÚMULO

Hoje, seguimos por uma das jornadas mais espirituais e impactantes de toda a Terra Santa. Caminharemos pelos lugares onde Jesus ensinou, sofreu, morreu e ressuscitou, refletindo sobre a grandiosidade da promessa divina e a redenção da humanidade.

Nosso dia começa na Esplanada do Templo, um dos lugares mais sagrados do mundo. Aqui, no topo do Monte do Templo, ficava o majestoso Templo de Jerusalém, construído por Salomão e reconstruído por Herodes, sendo o centro da adoração judaica até sua destruição no ano 70 d.C.

Jesus caminhou por estas mesmas pedras, ensinando no pátio do Templo e purificando-o dos cambistas:

“Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” (Mateus 21:13)

Hoje, a Esplanada abriga o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, marcos imponentes da fé islâmica, mas as fundações e os muros ainda carregam os ecos da presença divina. Sentimos a força desse lugar, onde profetas, reis e o próprio Filho de Deus andaram.

Deixamos a Esplanada e seguimos em direção ao Portão Dourado (ou Portão Oriental), um dos pontos mais misteriosos e proféticos de Jerusalém.

Segundo a tradição, este foi o portão pelo qual Jesus entrou triunfalmente na cidade, montado em um jumentinho, cumprindo a profecia de Zacarias:

“Eis que o teu Rei virá a ti, justo e salvador, humilde, e montado sobre um jumento.” (Zacarias 9:9)

Segundo algumas tradições, o portão foi selado no século XVI. A profecia de Ezequiel diz:

“E o Senhor, Deus de Israel, entrou por ele; por isso, estará fechado.” (Ezequiel 44:1-2)

Mas para os cristãos, sabemos que nenhuma porta pode impedir a vinda do Rei da Glória!

Visitamos o Tanque de Betesda. Entre as ruínas deste antigo reservatório, ecoa a lembrança do milagre da cura do paralítico, realizado por Jesus, provando que nenhuma enfermidade, nem mesmo o tempo, pode limitar o poder do Filho de Deus.

“Estava ali um homem enfermo, havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: ‘Queres ficar são?’” (João 5:5-6)

O paralítico, incapaz de chegar sozinho ao tanque, respondeu que não havia ninguém para ajudá-lo. Mas o verdadeiro milagre não estava nas águas, e sim na palavra de Cristo.

“Levanta-te, toma tua cama e anda.” (João 5:8)

Imediatamente, o homem foi curado! Sem precisar tocar as águas, sem esperar um anjo, sem depender de ninguém – apenas pela palavra de Jesus, que tem poder sobre todas as coisas.

Seguimos para um dos momentos mais emocionantes da viagem: a caminhada pela Via Dolorosa, refazendo os passos de Jesus rumo ao Calvário.

As ruas estreitas da Cidade Velha ainda guardam as marcas do sofrimento de Cristo. Passamos pela Via Crucis, refletindo sobre cada momento da Paixão:

“E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota.” (João 19:17)

Sentimos o peso do caminho, imaginando os olhares dos curiosos, os insultos, mas também a compaixão daquelas poucas almas que O seguiram até o fim.

No Calvário, Jesus foi pregado na cruz e derramou Seu sangue pela salvação da humanidade.

No Jardim do Túmulo, um dos locais mais emocionantes para os cristãos. Aqui, entre oliveiras e videiras, encontra-se um túmulo escavado na rocha, semelhante ao que foi descrito nos Evangelhos.

Diante do sepulcro vazio, sentimos a grandiosidade do momento que mudou a história da humanidade:

“Por que buscais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou!” (Lucas 24:5-6)

Ao entrarmos no túmulo, o silêncio profundo nos envolve, e nossos corações se enchem de gratidão. A morte não teve a última palavra. Cristo venceu!

Finalizamos este dia com um tempo de oração e, se possível, a Santa Ceia, celebrando a ressurreição e renovando nossa esperança na promessa de que um dia O veremos face a face.

“Porque eu vivo, vós também vivereis.” (João 14:19)

Cristo vive! Aleluia!

Seguimos pelo souk árabe, onde o ar é impregnado pelo aroma doce da canela e do cardamomo, misturando-se ao cheiro de pães recém-assados e falafels crocantes. O brilho dourado das lâmpadas ornamentadas reflete nos tecidos coloridos que dançam ao vento, enquanto os vendedores nos chamam com um sorriso, oferecendo joias, essências e lembranças que parecem conter fragmentos da própria alma da cidade.

As ruas estreitas, pavimentadas com pedras alisadas pelo tempo e por milhões de peregrinos, nos guiam por um labirinto de histórias. Passamos pelos quatro quarteirões da cidade velha – o judeu, o cristão, o muçulmano e o armênio – onde culturas e crenças se entrelaçam em um mosaico único.

Encerramos o dia no Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado para o povo judeu e a última lembrança do majestoso Templo de Herodes. Estes restos são tudo o que permanece da grande estrutura onde Jesus pregava e ensinava aos seus discípulos. Diante deste muro histórico, refletimos sobre a conexão entre as promessas bíblicas e a fé que atravessa gerações.

Hospedagem em Jerusalém

10º DIA – DESPEDIDA DE JERUSALÉM E TRASLADO AO AEROPORTO

O amanhecer em Jerusalém traz consigo o peso da história e a grandiosidade da fé que ressoa por suas ruas de pedra. Após dias intensos de peregrinação, revivendo os passos de patriarcas, profetas e do próprio Jesus, chega o momento de nos despedirmos da Terra Santa.

Antes da partida, fazemos uma última contemplação desta cidade única, cujos muros guardam séculos de promessas, milagres e transformações. Da mesma forma que os peregrinos de gerações passadas levavam consigo a poeira sagrada de Jerusalém em suas vestes, levamos agora em nossos corações as marcas desta jornada espiritual.

Em horário apropriado, seguimos para o aeroporto com assistência no traslado, garantindo um embarque tranquilo. Enquanto nos afastamos, olhamos uma última vez para a terra onde Deus escolheu revelar Seu amor à humanidade, sabendo que esta experiência nos acompanhará para sempre.

Como diz o Salmo:

“Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita definhe! Que minha língua se prenda ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, se eu não fizer de Jerusalém a minha maior alegria!” (Salmos 137:5-6)

A Terra Santa não é apenas um destino, mas um chamado. Partimos fisicamente, mas deixamos um pedaço de nossa alma entre suas colinas e muralhas sagradas.

Este roteiro foi cuidadosamente planejado para proporcionar a melhor experiência possível, porém a ordem das visitas, horários e sequência dos passeios poderão ser ajustados conforme condições climáticas, horários de funcionamento dos locais, trânsito, datas comemorativas, orientações de segurança ou necessidades operacionais, sempre visando o conforto, segurança e melhor aproveitamento do grupo.

Está pronto para caminhar pelos passos do Salvador?