Detalhado Peregrinação Evangélica em Terra Santa Duração: 7 dias

7 Dias Seguindo os Passos de Jesus em Israel

Uma Jornada de Fé, Avivamento e Transformação Espiritual Pela Terra da Bíblia

“Mais do que turismo: uma experiência pela Terra Santa conduzida com excelência, reconhecimento e segurança.”

Existem viagens que conhecemos com os olhos.
E existem viagens que transformam a alma.

Esta peregrinação pela Terra Santa é um convite para viver a Bíblia de forma real, intensa e inesquecível.

Ao caminhar pelas ruas de Jerusalém, navegar pelas águas da Galileia, tocar as margens do Rio Jordão e contemplar o deserto onde profetas e reis caminharam, cada passagem bíblica deixa de ser apenas leitura — e passa a ganhar vida diante dos seus olhos.

Uma jornada preparada para quem deseja sentir, compreender e viver profundamente a Terra onde Jesus nasceu, pregou, morreu e ressuscitou.

Permita-se viver cada passo desta peregrinação antes mesmo da viagem começar.

1º DIA – CHEGADA EM ISRAEL

TEL AVIV • AEROPORTO BEN GURION

Ao desembarcar em Israel, uma emoção difícil de explicar começa a tomar conta do coração.

Você está entrando na Terra da Bíblia.
A terra dos profetas.
A terra onde Jesus caminhou.

Nossa equipe recepcionará os peregrinos no Aeroporto Ben Gurion com assistência no processo de imigração.

Seguimos então para Tel Aviv, moderna cidade israelense às margens do Mar Mediterrâneo, onde iniciaremos esta experiência inesquecível.

Dependendo do horário de chegada, haverá tempo livre para caminhar pela orla marítima, descansar e sentir pela primeira vez a atmosfera única da Terra Santa.

À noite, enquanto o som do mar acompanha o descanso, cresce também a expectativa pelos próximos dias que mudarão para sempre a forma de enxergar as Escrituras.

🛏 Tel Aviv

2º DIA – JAFFA • CESAREIA MARÍTIMA • HAIFA • MONTE CARMELO • TIBERÍADES

Após o café da manhã, iniciamos nossa jornada rumo ao norte de Israel, percorrendo cenários que testemunharam milagres, profecias e acontecimentos que marcaram a história bíblica.

Jaffa (Jope)

Nossa primeira parada é Jaffa, um dos portos mais antigos do mundo.

As antigas ruas de pedra e o mar Mediterrâneo criam um cenário que parece suspenso no tempo.

Foi daqui que Jonas tentou fugir do chamado de Deus:

“Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor…” (Jonas 1:3)

Também foi em Jope que Pedro recebeu a visão que abriu as portas do Evangelho aos gentios:

“Deus não faz acepção de pessoas.” (Atos 10:34)

Visitamos a tradicional região associada à Casa de Simão, o Curtidor de Couros:

“Este está com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto do mar.” (Atos 10:6)

Jaffa teve também enorme importância na história do povo de Israel, pois foi através deste porto que chegaram os cedros do Líbano utilizados na construção do Primeiro e do Segundo Templo em Jerusalém.

“E deram dinheiro aos sidônios e aos tírios para trazerem cedros do Líbano pelo mar até Jope.” (Esdras 3:7)

Enquanto caminhamos pelas vielas antigas e contemplamos o porto bíblico, sentimos como se estivéssemos revivendo os primeiros capítulos da história da salvação.

Cesareia Marítima

Seguimos então para Cesareia Marítima, impressionante cidade construída por Herodes às margens do Mediterrâneo.

Aqui, história, arqueologia e Bíblia se encontram de forma grandiosa.

Exploramos:

  • Teatro Romano
    • Hipódromo
    • Aqueduto Romano
    • Ruínas do palácio de Herodes
    • Áreas ligadas à prisão do apóstolo Paulo

Foi em Cesareia que Paulo permaneceu preso antes de ser enviado para Roma:

“Apelaste para César, para César irás.” (Atos 25:12)

Também recordamos Cornélio, o primeiro gentio a receber oficialmente a mensagem do Evangelho:

“Agora reconheço verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade.” (Atos 10:34)

Cada ruína nos lembra que o Evangelho ultrapassou fronteiras e alcançou o mundo.

Haifa & Jardins Bahá’í

Seguimos viagem rumo a Haifa, onde o azul intenso do Mediterrâneo encontra as verdes encostas do Monte Carmelo.

Realizamos uma panorâmica dos famosos Jardins Bahá’í, Patrimônio Mundial da UNESCO, conhecidos por sua beleza impressionante e perfeita harmonia.

Uma pausa para contemplação, fotos e para admirar uma das vistas mais belas de Israel.

Monte Carmelo — Muhraka

Subimos então ao Monte Carmelo, até a região conhecida como Muhraka, tradicionalmente associada ao confronto entre Elias e os profetas de Baal.

“Até quando cocheareis entre dois pensamentos?” (1 Reis 18:21)

Foi aqui que Elias clamou ao Senhor e o fogo desceu do céu diante de todo o povo:

“O fogo do Senhor caiu…” (1 Reis 18:38)

Do alto do monte, contemplamos uma vista emocionante da Galileia.

Ao fundo avistamos Nazaré, cidade onde Jesus cresceu:

“E foi habitar numa cidade chamada Nazaré…” (Mateus 2:23)

Aos pés do Monte Carmelo se estende também o Vale de Jezreel — conhecido profeticamente como Armagedom:

“Então os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.” (Apocalipse 16:16)

Diante dessa paisagem grandiosa, somos lembrados da soberania de Deus, do cumprimento das profecias e da esperança do retorno de Cristo.

Ao final do dia seguimos rumo à Galileia.

🛏 Tiberíades

3º DIA – GALILEIA • CAFARNAUM • TABGHA • MONTE DAS BEM-AVENTURANÇAS • MAGDALA • PASSEIO DE BARCO • YARDENIT

Hoje viveremos alguns dos momentos mais emocionantes de toda a peregrinação.

É na Galileia que os Evangelhos parecem ganhar vida diante dos nossos olhos.

Monte das Bem-Aventuranças

Subimos ao Monte das Bem-Aventuranças, onde Jesus proclamou o Sermão da Montanha.

“Bem-aventurados os pobres de espírito…” (Mateus 5:3)

O silêncio, a paisagem e a vista para o Mar da Galileia tornam este lugar profundamente especial.

É impossível permanecer indiferente diante do local onde ecoaram palavras que transformaram a humanidade.

Tabgha — Multiplicação dos Pães e Peixes

Visitamos o local tradicionalmente associado ao milagre da multiplicação dos pães e peixes.

“E todos comeram e se fartaram.” (Marcos 6:42)

Aqui recordamos o cuidado de Jesus pelas multidões e Sua capacidade de multiplicar o pouco em abundância.

Primado de Pedro

Às margens da Galileia refletimos sobre o emocionante momento em que Jesus restaurou Pedro após sua negação:

“Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21:17)

Um lugar de restauração, graça e recomeços.

Cafarnaum — A Cidade de Jesus

Seguimos para Cafarnaum, cidade escolhida por Jesus como centro do Seu ministério na Galileia.

Foi aqui que muitos dos discípulos foram chamados para segui-Lo e abandonar suas antigas vidas para viver o propósito de Deus.

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Mateus 4:19)

Visitamos:

  • Ruínas da antiga sinagoga
    • Região associada à casa de Pedro
    • Vestígios arqueológicos da cidade bíblica

Foi em Cafarnaum que Jesus ensinou, curou enfermos e realizou inúmeros milagres.

“E admiravam-se da sua doutrina…” (Marcos 1:22)

Ao caminhar por Cafarnaum, sentimos a proximidade dos relatos bíblicos como em nenhum outro lugar.

Magdala

Visitamos Magdala, cidade associada a Maria Madalena.

Conhecemos as escavações arqueológicas e a antiga sinagoga do século I.

Maria Madalena tornou-se uma das mais fiéis discípulas de Cristo e testemunha da ressurreição:

“Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: Eu vi o Senhor.” (João 20:18)

Um local que fala sobre redenção, fidelidade e transformação de vida.

Passeio de Barco Pelo Mar da Galileia

Um dos momentos mais emocionantes da peregrinação.

Navegamos pelas águas onde Jesus caminhou, ensinou e acalmou a tempestade.

“Então ele se levantou, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se grande bonança.” (Mateus 8:26)

Enquanto o barco desliza lentamente sobre as águas da Galileia, o silêncio do lago, o vento suave e as montanhas ao redor criam uma atmosfera difícil de explicar.

Muitos peregrinos se emocionam profundamente neste momento, sentindo como se os Evangelhos estivessem acontecendo diante de seus olhos.

Yardenit — Rio Jordão

Encerramos o dia em Yardenit, tradicional local de batismo às margens do Rio Jordão.

Um lugar de profunda espiritualidade, reflexão e renovação da fé.

Aqui os peregrinos terão a oportunidade de escolher entre realizar o batismo/renovação espiritual em Yardenit ou posteriormente em Kaser El Yehud, local tradicionalmente associado ao batismo de Jesus.

“Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.” (Mateus 3:13)

O ambiente tranquilo e cercado pela natureza torna este momento especialmente emocionante para muitos visitantes.

⚠️ Informações importantes para o batismo:

  • É necessário trazer roupa de banho
    • No local é possível alugar bata branca para batismo
    • Recomendamos utilizar roupa escura por baixo da bata branca
    • Há vestiários e chuveiros disponíveis no local

🛏 Tiberíades

4º DIA – BEIT SHEAN • KASER EL YEHUD • QUMRAN • JERICÓ • MAR MORTO • JERUSALÉM

O amanhecer deste dia nos conduz por algumas das paisagens mais antigas e espiritualmente marcantes da Terra Santa.

Entre ruínas romanas, desertos bíblicos, o Rio Jordão e o Mar Morto, viveremos um dia de profunda conexão com a Palavra de Deus.

Beit Shean — A Antiga Decápolis

Nossa jornada começa em Beit Shean, uma das cidades arqueológicas mais impressionantes de Israel.

Foi nesta região que os corpos do rei Saul e de seus filhos foram expostos após a batalha do Monte Gilboa:

“Puseram as armas dele na casa de Astarote…” (1 Samuel 31:10)

Caminhamos entre:

  • Teatro Romano
    • Cardo Romano
    • Colunatas históricas
    • Casas de banho antigas

Cada pedra parece guardar ecos de civilizações antigas e acontecimentos bíblicos.

Kaser El Yehud — Rio Jordão

Seguimos então para Kaser El Yehud, tradicional local associado ao batismo de Jesus.

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:17)

Às margens do Rio Jordão vivemos um dos momentos mais emocionantes da peregrinação.

Muitos peregrinos descrevem este lugar como um verdadeiro reencontro espiritual.

Tempo especial para oração, reflexão e renovação da fé.

Qumran & Os Manuscritos do Mar Morto

Nossa jornada continua pelo deserto da Judeia até Qumran.

Foi aqui que foram encontrados os famosos Manuscritos do Mar Morto — alguns dos textos bíblicos mais antigos já descobertos.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus…” (2 Timóteo 3:16)

O silêncio do deserto cria uma atmosfera única e profundamente espiritual.

Jericó — Uma das Cidades Mais Antigas do Mundo

Seguimos para Jericó, cidade cercada por histórias de milagres, batalhas e transformação.

Monte da Tentação

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto…” (Mateus 4:1)

Fonte de Eliseu

“Assim diz o Senhor: Sarei saudáveis estas águas.” (2 Reis 2:21)

Árvore de Zaqueu

“Hoje houve salvação nesta casa.” (Lucas 19:9)

Mar Morto — O Ponto Mais Baixo da Terra

Encerramos o dia no Mar Morto.

A experiência de flutuar em suas águas ricas em minerais é única no mundo.

Em meio ao silêncio do deserto, muitos aproveitam este momento para descansar, contemplar e absorver toda a intensidade espiritual vivida ao longo da jornada.

⚠️ Importante:

  • Não molhar os olhos ou a cabeça
    • Utilizar sandálias aquáticas
    • Levar toalha e roupa de banho
    • Há vestiários e chuveiros disponíveis no local

O alto nível de sal das águas pode causar desconforto caso entre em contato com os olhos ou pequenas feridas na pele.

Ao final do dia seguimos rumo à Cidade Santa de Jerusalém.

À medida que Jerusalém surge no horizonte, cresce também a emoção de nos aproximarmos da cidade onde se cumpriram algumas das passagens mais importantes da história da salvação.

🛏 Jerusalém

5º DIA – MONTE DAS OLIVEIRAS • DOMINUS FLEVIT • JARDIM DO GETSÊMANI • CENÁCULO • BELÉM • CAMPO DOS PASTORES

Hoje viveremos um dos dias mais emocionantes de toda a peregrinação.

Entre Jerusalém e Belém, caminharemos pelos cenários que marcaram os últimos momentos do ministério de Jesus e também o início da maior história de amor da humanidade.

Cada local visitado desperta reflexão, reverência e profunda conexão espiritual.

Monte das Oliveiras

“Hosana ao Filho de Davi!” (Mateus 21:9)

Iniciamos o dia no Monte das Oliveiras, um dos lugares mais simbólicos de Jerusalém.

Diante da vista panorâmica da Cidade Santa, é impossível não se emocionar.

Foi deste monte que Jesus contemplou Jerusalém, ensinou Seus discípulos e iniciou Sua entrada triunfal.

A paisagem dourada da cidade, as muralhas antigas e o Monte do Templo criam um cenário inesquecível.

Muitos peregrinos sentem neste momento que a Bíblia deixa de ser apenas leitura e passa a ganhar vida diante dos olhos.

Dominus Flevit

“Jerusalém, Jerusalém…” (Lucas 13:34)

Seguimos para Dominus Flevit, local tradicionalmente associado ao momento em que Jesus chorou sobre Jerusalém.

Diante da impressionante vista da Cidade Santa, refletimos sobre amor, compaixão e redenção.

O silêncio e a atmosfera do local tornam esta parada profundamente emocionante.

Jardim do Getsêmani

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice…” (Lucas 22:42)

Visitamos então o Jardim do Getsêmani, aos pés do Monte das Oliveiras.

Entre oliveiras milenares revivemos as últimas horas de oração de Jesus antes de Sua prisão.

O Getsêmani é um lugar de entrega, obediência e profunda intimidade espiritual.

Muitos peregrinos descrevem este momento como um dos mais impactantes de toda a viagem.

Cenáculo — A Última Ceia

“Tomai, comei; isto é o meu corpo.” (Mateus 26:26)

Seguimos para o Cenáculo, local tradicionalmente associado à Última Ceia de Jesus com os discípulos.

Foi aqui que Cristo compartilhou Seus últimos ensinamentos antes da crucificação.

Também é associado ao derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes:

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo.” (Atos 2:4)

O ambiente desperta profunda emoção e reflexão sobre comunhão, fé e nascimento da Igreja.

Belém — A Cidade do Nascimento de Cristo

“E deu à luz o seu filho primogênito…” (Lucas 2:7)

Seguimos viagem rumo a Belém, cidade onde nasceu Jesus.

Ao entrar em Belém, muitos peregrinos se emocionam ao recordar que foi aqui que Deus entrou na história da humanidade em forma humana.

Visitamos a tradicional Basílica da Natividade, construída sobre o local associado ao nascimento de Cristo.

A atmosfera da cidade desperta sentimentos de paz, humildade e gratidão.

Campo dos Pastores

“Glória a Deus nas alturas…” (Lucas 2:14)

Encerramos o dia no Campo dos Pastores, onde os anjos anunciaram o nascimento de Jesus.

O silêncio das colinas de Belém cria um ambiente profundamente espiritual.

Neste local refletimos sobre esperança, promessa e salvação.

Ao final do dia retornamos para Jerusalém carregando no coração emoções difíceis de explicar.

🛏 Jerusalém

6º DIA – VIA DOLOROSA • JARDIM DO TÚMULO • MERCADO DA CIDADE VELHA • MURO DAS LAMENTAÇÕES • MUSEU DE ISRAEL

Hoje caminharemos pelos últimos passos de Jesus em Jerusalém.

Este é um dia marcado por reflexão, emoção e profunda conexão espiritual.

As antigas ruas da Cidade Velha preservam séculos de fé, oração e acontecimentos que mudaram a humanidade para sempre.

Via Dolorosa

“E, levando ele às costas a sua cruz…” (João 19:17)

Percorremos a Via Dolorosa, caminho tradicionalmente associado aos últimos passos de Jesus rumo ao Calvário.

Ao caminhar pelas estreitas ruas de pedra da Jerusalém antiga, revivemos momentos de sofrimento, entrega e amor sacrificial.

Cada estação nos convida à reflexão sobre o significado da cruz e da redenção.

Para muitos peregrinos, este se torna um dos momentos mais emocionantes de toda a peregrinação.

Jardim do Túmulo (Garden Tomb)

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou.” (Mateus 28:6)

Chegamos então ao lugar que simboliza a maior vitória da história da humanidade.

O Jardim do Túmulo é um local de profunda paz, esperança e celebração.

Ali não lembramos apenas da morte de Cristo — celebramos Sua ressurreição.

Entre jardins, pedras antigas e silêncio, muitos peregrinos choram, oram e vivem um momento inesquecível de encontro espiritual.

A mensagem da ressurreição deixa de ser apenas uma passagem bíblica e passa a ser sentida profundamente no coração.

Mercado da Cidade Velha

Seguimos pelos famosos mercados da Cidade Velha de Jerusalém, onde diferentes culturas e tradições convivem há séculos.

As ruas estreitas, os aromas de especiarias, os sons e as antigas construções criam uma atmosfera única no mundo.

Jerusalém é dividida em quatro bairros históricos:

  • Bairro Judeu
    • Bairro Cristão
    • Bairro Muçulmano (Árabe)
    • Bairro Armênio

Cada região possui identidade, tradições e riquezas históricas próprias, tornando Jerusalém uma cidade verdadeiramente fascinante.

Muro das Lamentações

Encerramos parte do dia diante do Muro das Lamentações, último remanescente do antigo Templo de Jerusalém.

Entre orações, lágrimas e cânticos, sentimos a intensidade espiritual única da Cidade Santa.

Muitos peregrinos aproveitam este momento para orar, agradecer e colocar pedidos escritos entre as pedras do muro — tradição preservada há gerações.

Museu de Israel & A Maquete de Jerusalém do Século I

Finalizamos o dia no Museu de Israel, onde contemplamos a impressionante maquete de Jerusalém do período do Segundo Templo.

A riqueza de detalhes permite visualizar como era a cidade nos tempos de Jesus, tornando ainda mais real tudo o que vivemos ao longo da peregrinação.

Também contemplamos os famosos Manuscritos do Mar Morto, considerados uma das maiores descobertas arqueológicas da história bíblica.

Ao observar os antigos textos preservados por mais de dois mil anos, somos lembrados da fidelidade e preservação da Palavra de Deus através das gerações.

Ao final do dia, Jerusalém já não é apenas uma cidade visitada.

Ela passa a ocupar um lugar eterno no coração.

🛏 Jerusalém

7º DIA – DESPEDIDA DE JERUSALÉM • TRASLADO AO AEROPORTO

Após dias intensos pela Terra Santa, chega o momento da despedida.

Cada oração, cada paisagem e cada passagem bíblica vivida permanecerão guardadas para sempre no coração.

Muitos retornam para casa diferentes de como chegaram.

A Terra Santa não é apenas um destino.
É uma experiência que marca a vida para sempre.

Traslado ao Aeroporto Ben Gurion para embarque no voo de retorno.

“Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém…” (Salmos 137:5)

Shalom e até a próxima peregrinação.

 

Detalhado: Peregrinação Católica na Terra Santa – Duração: 7 dias

Nos Passos de Jesus em Israel

Uma Jornada de Fé, História e Transformação Espiritual

“Mais do que turismo: uma experiência pela Terra Santa conduzida com excelência, reconhecimento e segurança.”

Uma peregrinação cuidadosamente planejada para viver os lugares onde Jesus nasceu, pregou, realizou milagres, morreu e ressuscitou.

Ao longo desta jornada pela Galileia, Jerusalém, Belém e o Rio Jordão, cada dia se transforma em uma profunda experiência espiritual, histórica e emocional, conectando os peregrinos às origens da fé cristã.

Permita-se viver cada passo desta peregrinação antes mesmo da viagem começar.

 

A Experiência

Esta peregrinação foi desenvolvida para proporcionar muito mais do que visitas turísticas.

Cada roteiro é conduzido com acompanhamento especializado, conforto, segurança e profundo conhecimento bíblico e histórico, permitindo aos peregrinos vivenciar a Terra Santa de maneira única e transformadora.

Entre cidades bíblicas, igrejas históricas, paisagens da Galileia e os caminhos da Paixão de Cristo em Jerusalém, esta jornada permite reviver as Escrituras diretamente nos locais onde aconteceram.

Destaques da Peregrinação

  • Jaffa (Jope) e a Igreja de São Pedro
    • Cesareia Marítima e os passos do apóstolo Paulo
    • Monte Carmelo e Igreja Stella Maris
    • Mar da Galileia
    • Cafarnaum — a cidade de Jesus
    • Monte das Bem-Aventuranças
    • Magdala — cidade de Maria Madalena
    • Renovação do batismo no Rio Jordão
    • Nazaré e Basílica da Anunciação
    • Caná da Galileia — renovação de votos matrimoniais
    • Qumran e os Manuscritos do Mar Morto
    • Jericó e Monte da Tentação
    • Experiência no Mar Morto
    • Monte das Oliveiras e Getsêmani
    • Via Dolorosa e Santo Sepulcro
    • Belém e Basílica da Natividade
    • Museu de Israel e maquete de Jerusalém antiga
    • Peregrinação conduzida por Guia Brasileiro em Israel

Informações da Viagem

Destino: Israel e Palestina Bíblica
Duração: 7 dias
Modalidade: Peregrinação premium
Estilo: Religioso, bíblico, histórico e espiritual
Necessário: Passaporte válido, roupas confortáveis e vestimenta adequada para locais religiosos
Chegada: Aeroporto Ben Gurion — Tel Aviv

DIA 1 — Chegada em Israel • Tel Aviv

Recepção no Aeroporto Ben Gurion com assistência nos procedimentos de chegada.

Traslado ao hotel em Tel Aviv.

Dependendo do horário de chegada, tempo livre para aproveitar a orla do Mediterrâneo e a atmosfera moderna da cidade.

🛏 Pernoite em Tel Aviv

DIA 2 — Jaffa • Cesareia Marítima • Haifa • Tiberíades

Iniciamos nossa peregrinação por Jaffa (Jope), um dos portos mais antigos do mundo e cenário de importantes acontecimentos bíblicos.

Visitamos:

  • Igreja de São Pedro
    • Bairro dos Artistas
    • Casa de Simão, o Curtidor (externamente)
    • Porto antigo de Jope

Foi aqui que Jonas tentou fugir do chamado de Deus e onde Pedro recebeu a visão que abriu o Evangelho aos gentios.

Cesareia Marítima

Seguimos para Cesareia Marítima, grandiosa cidade construída por Herodes às margens do Mediterrâneo.

Visitamos:

  • Teatro Romano
    • Hipódromo
    • Ruínas do palácio de Herodes
    • Aqueduto romano
    • Prisão do apóstolo Paulo

Haifa & Monte Carmelo

No Monte Carmelo visitamos a Igreja Stella Maris, ligada à tradição do profeta Elias.

Também contemplamos os impressionantes Jardins Bahá’í e a vista panorâmica do Mediterrâneo.

Seguimos para Tiberíades, às margens do Mar da Galileia.

🛏 Pernoite em Tiberíades

DIA 3 — Galileia • Cafarnaum • Magdala • Rio Jordão

Dia dedicado aos locais do ministério de Jesus na Galileia.

Visitamos:

  • Tabgha — multiplicação dos pães e peixes
    • Primado de Pedro
    • Cafarnaum — cidade de Jesus
    • Monte das Bem-Aventuranças
    • Magdala — cidade de Maria Madalena

Passeio de barco pelo Mar da Galileia

Experiência emocionante navegando pelas águas onde Jesus caminhou, acalmou a tempestade e realizou milagres.

Rio Jordão

Encerramos o dia no Rio Jordão, local associado ao batismo de Jesus.

Momento especial para renovação simbólica dos votos batismais.

🛏 Pernoite em Tiberíades

DIA 4 — Nazaré • Caná • Qumran • Jericó • Mar Morto • Jerusalém

Visitamos Caná da Galileia, local do primeiro milagre de Jesus.

Casais poderão participar da renovação simbólica dos votos matrimoniais.

Nazaré

Visitamos:

  • Basílica da Anunciação
    • Igreja de São José

Qumran & Manuscritos do Mar Morto

Conhecemos o local onde foram encontrados os Manuscritos do Mar Morto, os textos bíblicos mais antigos já descobertos.

Jericó

Visitamos:

  • Monte da Tentação ( vista)
    • Fonte de Eliseu
    • Árvore de Zaqueu

Mar Morto

Experiência única de flutuação nas águas mais salgadas do mundo.

⚠️ Importante:

  • Não molhar olhos ou cabeça
    • Utilizar sandálias aquáticas
    • Levar toalha e roupa de banho
    • Há vestiários e chuveiros no local

Seguimos para Jerusalém.

🛏 Pernoite em Jerusalém

DIA 5 — Jerusalém • Via Dolorosa • Santo Sepulcro

Dia dedicado aos últimos passos de Jesus.

Visitamos:

  • Monte das Oliveiras
    • Dominus Flevit
    • Getsêmani
    • Basílica da Agonia
    • Gruta do Getsêmani
    • Túmulo de Maria
    • Cenáculo
    • Túmulo do Rei Davi
    • Basílica da Dormição

Via Dolorosa

Percorremos a Via Sacra revivendo os passos de Jesus até o Calvário.

Santo Sepulcro

Visitamos o local da crucificação, sepultamento e ressurreição de Cristo.

Muro das Lamentações

Encerramos o dia no local mais sagrado do judaísmo.

🛏 Pernoite em Jerusalém

DIA 6 — Belém • En-Karem • Museu de Israel

Seguimos para Belém, cidade do nascimento de Jesus.

Visitamos:

  • Basílica da Natividade
    • Gruta da Natividade
    • Campo dos Pastores
    • Gruta de São Jerônimo

En-Karem

Visitamos:

  • Igreja de São João Batista
    • Igreja da Visitação

Museu de Israel

Visitamos a famosa maquete de Jerusalém do século I, proporcionando compreensão profunda da cidade na época de Jesus.

🛏 Pernoite em Jerusalém

DIA 7 — Jerusalém • Traslado ao Aeroporto

Tempo para despedida da Cidade Santa.

Traslado ao Aeroporto Ben Gurion para embarque no voo de retorno.

Fim da peregrinação.

Informações Importantes

Vestimenta para locais religiosos

Recomendamos:

Mulheres

  • Ombros cobertos
    • Roupas abaixo do joelho
    • Evitar transparências e decotes

Homens

  • Evitar bermudas curtas
    • Evitar camisetas sem mangas

Clima e caminhadas

A peregrinação inclui caminhadas moderadas em ruas antigas, áreas arqueológicas e locais religiosos.

Recomendamos:

  • Calçados confortáveis
    • Chapéu ou boné
    • Protetor solar
    • Garrafa de água

Transporte e acompanhamento

Os deslocamentos são realizados em veículo confortável com ar-condicionado.

A peregrinação é acompanhada por Guia Brasileiro em Israel especializado em turismo bíblico e religioso.

Observação Importante

Os horários e ordem das visitas podem sofrer alterações conforme condições climáticas, funcionamento dos locais visitados, questões de segurança e dinâmica da peregrinação.

Viva sua Peregrinação na Terra Santa

Caminhe pelos lugares onde Jesus viveu, pregou, morreu e ressuscitou.

Uma experiência profundamente transformadora, conduzida com excelência, reconhecimento e segurança pelo Guia Brasileiro em Israel.

 

Detalhado: 10 Dias — Nos Passos de Jesus: Da Galileia a Jerusalém — CATÓLICO

1º DIA – CHEGADA EM ISRAEL (TEL AVIV – AEROPORTO BEN GURION)

Ao desembarcar no Aeroporto Ben Gurion, sentiremos a emoção de pisar na Terra Santa, a terra onde Jesus caminhou e onde tantas histórias da Bíblia se tornaram realidade. Nossa equipe lhe receberá calorosamente e auxiliará no processo de imigração.

Seguimos para o hotel em Tel Aviv, uma cidade vibrante à beira do Mar Mediterrâneo. O restante do dia será livre para explorar a orla marítima, desfrutando de sua atmosfera única, cafés charmosos e lojas exclusivas.

Hospedagem em Tel Aviv.

2º DIA – TEL AVIV / JAFA / CESAREIA MARÍTIMA / HAIFA / TIBERÍADES

Após o café da manhã, nossa jornada se inicia com uma emocionante peregrinação por Jaffa (Yafo, Jope), antiga cidade portuária mencionada nas Escrituras (Josué 19:46). Este antigo porto bíblico (2 Crônicas 2:10-15) carrega a essência da história sagrada e nos convida a caminhar por suas ruas estreitas, imersos na atmosfera do bairro dos artistas.

Visitaremos a Igreja de São Pedro, localizada no alto da colina com vista para o antigo porto mediterrâneo. Dedicada ao apóstolo Pedro, a igreja está ligada a importantes acontecimentos bíblicos narrados no livro de Atos. Foi daqui que Pedro partiu para Cesareia para encontrar o centurião Cornélio, o primeiro não judeu convertido ao cristianismo.

A atual estrutura, em estilo barroco, foi reconstruída no século XIX, e seu campanário servia como referência aos peregrinos que chegavam pelo mar à Terra Santa.

Visitaremos também um dos portos mais antigos do mundo, local onde chegaram as madeiras vindas de Tiro para a construção do Primeiro e do Segundo Templo de Jerusalém (1 Reis 5:6-10 e 2 Crônicas 2:3-8). Aqui, Jonas tentou fugir do chamado de Deus (Jonas 1:1-3), e Pedro, na casa de Simão, o curtidor de peles, teve a visão que abriu as portas da salvação aos gentios (Atos 10:9-16).

Seguimos rumo a Cesareia Marítima.

Ao nos aproximarmos de Cesareia Marítima, sentimos a brisa salgada do Mediterrâneo acariciar nossa pele, como se quisesse nos contar os segredos dessa cidade milenar. Aqui, onde o azul do mar se encontra com o dourado das ruínas, a história de impérios, fé e resistência ganha vida diante dos nossos olhos.

Construída pela grandiosa visão de Herodes, o Grande, Cesareia não foi apenas um porto, mas um símbolo de poder e inovação. É impossível não imaginar o esplendor de seus dias de glória, quando embarcações de todos os cantos do império aportavam em seu magnífico porto artificial, um feito de engenharia que desafiava as forças da natureza.

Adentramos as ruínas do palácio de Herodes, que se projetava elegantemente sobre o mar. Suas colunas ainda sussurram histórias de conspirações, alianças forjadas no brilho do ouro e decisões que mudaram o destino da Judeia. Ao caminhar pelos mosaicos desgastados pelo tempo, quase podemos ouvir o murmúrio de cortesãos e centuriões debatendo os rumos da província, enquanto Herodes admirava o horizonte a partir de sua luxuosa piscina à beira-mar.

Em seguida, pisamos no hipódromo, onde a terra ainda guarda as marcas dos cascos dos cavalos que um dia cortaram o ar, puxando carruagens em velocidade vertiginosa. O clamor da multidão ecoa em nossa imaginação, enquanto aurigas desafiavam o destino em corridas frenéticas. Mas entre os jogos e o entretenimento, este também foi um local de sofrimento: aqui, mártires cristãos e judeus enfrentaram perseguições e derramaram seu sangue, mantendo-se inabaláveis em sua fé.

O teatro romano, com suas arquibancadas voltadas para o mar, ainda ressoa com os aplausos das elites que vinham se deslumbrar com espetáculos grandiosos. Se fecharmos os olhos, podemos quase ouvir o som das liras e das declamações que uma vez encheram esse espaço de vida e arte. Mas sob essa fachada de esplendor, a cidade também viveu momentos de tensão e desafios.

No coração de Cesareia, entre suas fortalezas imponentes, um dos maiores protagonistas do cristianismo viveu seus dias de incerteza: o apóstolo Paulo. Segundo o livro de Atos, Paulo permaneceu preso em Cesareia por cerca de dois anos aguardando julgamento. Dentro dessas muralhas, ele enfrentou os governadores Félix e Festo, defendendo sua fé com palavras tão afiadas quanto qualquer espada.

Deixamos a cidade e seguimos até o antigo aqueduto romano, uma maravilha arquitetônica que atravessa a paisagem com sua sequência de arcos elegantes. Por séculos, essas estruturas trouxeram água fresca do Monte Carmelo, abastecendo a cidade com um recurso vital. Mesmo depois de tanto tempo, suas fundações permanecem firmes, um testemunho da genialidade romana e da prosperidade que Cesareia desfrutou em seus dias de esplendor.

Nossa jornada continua rumo a Haifa, onde o azul do Mediterrâneo se funde ao verde exuberante das colinas, criando um cenário de beleza arrebatadora. Mas Haifa não é apenas um espetáculo para os olhos; ela é uma das cidades mais importantes de Israel, onde se encontram os Jardins Bahá’í, um oásis de perfeição geométrica e tranquilidade, que descem em terraços majestosos até o coração da cidade.

Patrimônio da UNESCO, esses jardins não são apenas um espetáculo visual; eles refletem a essência da fé bahá’í, uma religião que prega a unidade de todos os povos e crenças.

Os bahá’ís, seguidores de Bahá’u’lláh, vivem segundo princípios de paz, justiça e igualdade. Sem clero ou rituais fixos, sua espiritualidade se expressa na busca pelo bem comum e na convicção de que todas as religiões vêm de uma única fonte divina. Haifa abriga o Santuário do Báb, um dos locais mais sagrados da fé bahá’í, onde repousa o precursor dessa religião.

Caminhamos por essas paisagens com a sensação de que Haifa é um ponto de encontro entre o passado e o futuro, entre a tradição e a renovação espiritual. Do Monte Carmelo, o olhar se perde no horizonte onde, ao longe, o Líbano parece encontrar o mar e o céu.

A Igreja de Stella Maris, localizada no alto do Monte Carmelo em Haifa, é um dos lugares cristãos mais importantes da Terra Santa e sede da Ordem Carmelita. O nome “Stella Maris” significa “Estrela do Mar”, título dado à Virgem Maria como guia e protetora dos navegantes.

A tradição carmelita tem suas raízes no profeta Elias, que viveu e orou nas cavernas do Monte Carmelo. Dentro da igreja encontra-se uma gruta venerada como o local onde Elias teria se refugiado e vivido em oração.

O Monte Carmelo também é lembrado pelo episódio bíblico em que o profeta Elias enfrentou os profetas de Baal e Deus enviou fogo do céu sobre o altar (1 Reis 18).

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias).

3º DIA – PELAS ÁGUAS DA GALILEIA: TABGHA, CAFARNAUM, MAGDALA E O RIO JORDÃO

O dia amanhece sobre a Galileia, e com ele seguimos os passos de Jesus pelos locais onde Ele ensinou, operou milagres e transformou vidas.

Nossa jornada começa em Tabgha, local do milagre da multiplicação dos pães e peixes (Marcos 6:30-44). Na Igreja da Multiplicação, contemplamos o icônico mosaico bizantino que representa os cinco pães e dois peixes oferecidos a Jesus. Ali, lembramos que a fé multiplica o pouco e sacia multidões.

A poucos passos, chegamos à Igreja do Primado de Pedro, à beira do Mar da Galileia. Sentimos a serenidade do lugar onde, após a ressurreição, Jesus apareceu aos discípulos e confirmou Pedro na missão de apascentar sua Igreja:

“Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17).

Seguimos para Cafarnaum, a “cidade de Jesus”. Caminhamos entre as ruínas da casa de Pedro (Lucas 4:38), onde sua sogra foi curada por Jesus, e entramos na antiga sinagoga onde Ele ensinava e operava milagres (Marcos 1:21-28).

Subimos ao Monte das Bem-Aventuranças, onde, cercados pela paisagem tranquila da Galileia, relembramos as palavras do Sermão da Montanha:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Nossa peregrinação continua com uma visita especial a Magdala, cidade natal de Maria Madalena. Aqui, percorremos as escavações de uma antiga sinagoga do século I, possivelmente frequentada por Jesus.

A experiência se aprofunda ao embarcarmos em um barco para atravessar o Mar da Galileia, revivendo os momentos em que Jesus acalmou a tempestade:

“E levantou-se grande temporal de vento… E disse ao mar: Cala-te, aquieta-te.” (Marcos 4:37-39)

Também relembramos quando Jesus caminhou sobre as águas (Mateus 14:22-33) e concedeu a Pedro e seus discípulos a pesca milagrosa (Lucas 5:1-11). Deixamos que as águas carreguem as histórias de fé, dúvida e entrega que marcaram os apóstolos.

Nosso dia se encerra no Rio Jordão. Em Yardenit, às margens do rio, teremos um momento especial para renovação das promessas batismais.

Com o coração pleno e renovado, encerramos o dia conscientes de que caminhamos por terras onde o divino tocou a humanidade.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias).

4º DIA – EXPLORANDO AS COLINAS DO GOLÃ: HISTÓRIA, NATUREZA E SABORES

Uma Jornada Inesquecível Pelo Golã: Fé, História e Sabores

Nosso dia começa em um cenário de tirar o fôlego: a Reserva Natural de Banias (Cesareia de Filipe), um local que guarda um dos momentos mais profundos do Novo Testamento. Caminhamos por trilhas que serpenteiam entre árvores centenárias, ouvindo o som das águas cristalinas que alimentam uma das principais nascentes do Rio Jordão.

Aqui, sobre as ruínas da antiga Cesareia de Filipe, ecoam as palavras que mudaram a história:

“E vós, quem dizeis que eu sou?” – pergunta Jesus.

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” – responde Pedro.

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja…” (Mateus 16:15-18)

É impossível não sentir a grandiosidade desse instante ao estar no mesmo local onde esse episódio aconteceu. Ao lado das ruínas do templo dedicado ao deus Pã, contrastamos o passado pagão com a mensagem revolucionária de Cristo.

Seguimos adiante ao lado da nascente, onde a natureza parece sussurrar histórias de tempos antigos, e nos deixamos envolver pela atmosfera de paz e contemplação.

Ascensão ao Monte Bental: Um Olhar Sobre a História e a Geopolítica

De Banias, subimos até o Monte Bental, um dos picos mais impressionantes das Colinas do Golã. Lá do alto, um cenário de tirar o fôlego se revela diante de nós: a vastidão da Síria, as ondulações da terra marcadas pelo tempo e as cicatrizes deixadas pelos conflitos.

O vento sopra forte enquanto exploramos os antigos bunkers sírios, conquistados durante a Guerra do Yom Kippur de 1973.

Em alguns momentos, é possível assistir a um breve filme sobre a Batalha do Vale das Lágrimas, um confronto épico onde um pequeno grupo de tanques israelenses resistiu bravamente contra uma força síria avassaladora.

Seguimos então até o próprio Vale das Lágrimas. Ao pisarmos nesse solo histórico, sentimos a força dos eventos que moldaram o Oriente Médio, refletindo sobre o custo da paz e a resiliência de um povo.

O Azeite do Golã

Encerramos nossa jornada em uma autêntica fábrica de azeite de oliva, onde o perfume das oliveiras nos envolve.

Entre prensas antigas e modernas técnicas de extração, conhecemos o segredo por trás desse “ouro líquido” que há milênios faz parte da cultura mediterrânea.

Finalizamos com uma degustação irresistível de azeites frescos e aromáticos.

Ao fim do dia, com a luz dourada do entardecer acariciando as paisagens do Golã, levamos conosco não apenas memórias, mas uma experiência profunda. Fé, história e sabores se entrelaçam em uma jornada inesquecível por essa terra que testemunhou batalhas, milagres e a força inabalável da vida.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias).

5º DIA – CANÁ DA GALILEIA, NAZARÉ, QUMRAN, MAR MORTO, JERICÓ E CHEGADA A JERUSALÉM

Nos despedimos das águas serenas do Mar da Galileia, cujas ondas sussurram histórias de fé e milagres, e partimos rumo a Caná da Galileia, local da Igreja do Primeiro Milagre, construída sobre o lugar tradicional onde Jesus realizou seu primeiro milagre ao transformar água em vinho durante uma festa de casamento (João 2:1-11).

Este acontecimento marcou o início público de seu ministério e revelou sua glória aos discípulos. Muitas igrejas realizam neste local a renovação das promessas matrimoniais, tornando a visita ainda mais especial para casais e famílias.

Em Nazaré visitaremos a imponente Igreja da Anunciação, um dos santuários mais importantes do cristianismo. Segundo a tradição, foi neste local que o anjo Gabriel anunciou à Virgem Maria que ela conceberia Jesus (Lucas 1:26-38).

A basílica atual foi construída sobre antigas estruturas bizantinas e cruzadas, preservando a gruta venerada como a casa de Maria. O local reúne mosaicos de Nossa Senhora enviados por diversos países do mundo, simbolizando a universalidade da fé cristã.

Próximo dali encontra-se a Igreja de São José, também conhecida tradicionalmente como a Carpintaria de José. A tradição cristã acredita que este local esteja ligado à oficina onde José trabalhou e onde Jesus passou parte de sua juventude aprendendo o ofício de carpinteiro.

Construída sobre antigas cavernas e estruturas históricas, a igreja recorda os anos silenciosos da Sagrada Família em Nazaré, período de simplicidade, trabalho e preparação antes do início da missão pública de Cristo.

Passaremos perto do Monte Gilboa, onde Saul e seus filhos caíram diante dos filisteus. O vento sopra forte entre as árvores, como se ainda carregasse o lamento de Davi, que chorou a morte de seu melhor amigo, Jônatas:

“Como caíram os valentes no meio da batalha! Jônatas, sobre os teus montes, foi morto!” (2 Samuel 1:25)

Até hoje, as encostas do Monte Gilboa permanecem em grande parte áridas, um testemunho da maldição de Davi sobre este lugar:

“Sobre vós, ó montes de Gilboa, não caia orvalho, nem chuva…” (2 Samuel 1:21)

Abandonamos os campos e montanhas verdes e entramos na vastidão infinita do Deserto da Judeia, passando pelo Vale do Jordão, onde as paisagens áridas e os penhascos dourados parecem saídos de outra era, uma cena onde o tempo se curva diante da eternidade.

Em meio a essa terra estéril, chegamos a um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos da história: Qumran. Aqui, entre cavernas ocultas e o silêncio absoluto do deserto, um segredo permaneceu enterrado por séculos, esperando ser revelado.

Foi em 1947, quando um jovem beduíno lançou uma pedra dentro de uma gruta, que o destino da arqueologia bíblica mudou para sempre. O som de um jarro quebrando ecoou pelas rochas e, ali, envoltos em pergaminhos, estavam os Manuscritos do Mar Morto — os textos bíblicos mais antigos já descobertos.

Escritos pelos essênios, uma comunidade misteriosa que buscava pureza espiritual afastada do mundo, esses manuscritos preservaram trechos da Torá, dos Salmos e do livro de Isaías com uma precisão impressionante.

O que mais o deserto ainda esconde? Que segredos aguardam o próximo explorador?

Seguimos para Jericó, uma das cidades mais antigas do mundo, localizada na região palestina da Cisjordânia.

Avistamos o Monte da Tentação, onde Jesus jejuou por 40 dias e enfrentou as tentações do diabo:

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” (Mateus 4:1-11)

Visitamos também a Fonte de Eliseu:

“Assim diz o Senhor: Sarei estas águas; nunca mais procederá delas morte nem esterilidade.” (2 Reis 2:21)

E a famosa Árvore de Zaqueu, onde o cobrador de impostos subiu para ver Jesus:

“E, correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali.” (Lucas 19:4)

Nossa jornada se conclui em Jerusalém, a cidade santa onde Jesus entregou Sua vida por nós.

Ao nos aproximarmos, contemplamos a cidade do alto, relembrando o momento em que Jesus chorou por ela:

“E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.” (Lucas 19:41)

Hospedagem em Jerusalém.

6º DIA – JERUSALÉM: OS ÚLTIMOS PASSOS DE JESUS

O dia começa no Monte das Oliveiras, de onde Jesus ascendeu aos céus:

“E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles e foi elevado ao céu.” (Lucas 24:50-51)

O Monte das Oliveiras era também o lugar onde Jesus frequentemente se retirava para orar. Lá do alto, contemplamos a grandiosidade da Cidade Santa, exatamente como Jesus a viu.

Lemos juntos o Salmo 122, que fala sobre a paz de Jerusalém, e compartilhamos um momento especial de reflexão com vinho local.

Descemos pelo caminho onde aconteceu a Entrada Triunfal de Jesus em um domingo especial, quando a multidão O recebeu com ramos e cânticos de “Hosana ao Filho de Davi!” (Mateus 21:1-11).

Caminhando por este trajeto, nos transportamos para aquele momento em que a esperança messiânica enchia os corações do povo.

A primeira parada é na Igreja Dominus Flevit, cujo nome significa “O Senhor chorou”. É um dos momentos mais comoventes da jornada, pois aqui Jesus chorou sobre Jerusalém, prevendo sua destruição (Lucas 19:41-44).

Diante da paisagem da cidade antiga, imaginamos esse instante de profunda dor e compaixão do Mestre por Seu povo.

Seguimos para o Getsêmani, um dos lugares mais emocionantes da viagem. Este é o jardim onde Jesus orou na noite anterior à Sua crucificação, em uma angústia tão intensa que Seu suor se tornou como gotas de sangue (Mateus 26:36-46).

As antigas oliveiras do jardim são descendentes de oliveiras muito antigas que testemunham séculos da história de Jerusalém.

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42)

Saindo da basílica, seguimos em direção à Gruta do Getsêmani.

A atmosfera da gruta é marcada pelo peso dessa lembrança. As sombras das tochas parecem ainda dançar nas paredes de pedra, como se a cena estivesse eternamente impressa no local.

O visitante que aqui entra sente a tensão daquele instante, como se as palavras de Jesus:

“Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?” (Lucas 22:48)

ainda ecoassem pelo ambiente.

Visitaremos também o Túmulo de Maria, localizado no Vale do Cedron, um dos locais mais venerados pela tradição cristã oriental.

Segundo a tradição da Igreja Ortodoxa e das Igrejas Orientais, foi neste lugar que o corpo da Virgem Maria foi colocado após sua Dormição.

De acordo com a tradição oriental, após sua morte, os apóstolos reuniram-se milagrosamente em Jerusalém para se despedirem de Maria. Quando o túmulo foi aberto posteriormente, ele foi encontrado vazio, reforçando a crença na Assunção de Maria aos céus.

O local tornou-se um importante centro de peregrinação desde os primeiros séculos do cristianismo e é especialmente venerado pelas Igrejas Ortodoxas, Armênia, Siríaca e Católica Oriental.

A descida pelas antigas escadarias de pedra até a cripta transmite aos peregrinos a sensação de retornar às origens da fé cristã em Jerusalém.

Nossa próxima parada é o Cenáculo, a sala onde aconteceu a Última Ceia. Neste ambiente, Cristo compartilhou o pão e o vinho com Seus discípulos, instituiu a Santa Ceia e anunciou a nova aliança (Mateus 26:17-30).

Também foi aqui que os discípulos se reuniram após a ressurreição e onde receberam o Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2).

E logo ao lado encontra-se o Túmulo do Rei Davi, um dos lugares mais venerados do judaísmo.

Seguimos então para a Igreja de São Pedro em Gallicantu, cujo nome significa “canto do galo”, em memória à negação de Pedro e ao cumprimento da profecia de Jesus.

Na noite em que Jesus foi traído, Ele foi preso no Jardim do Getsêmani e levado para a casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde enfrentou um julgamento injusto diante do Sinédrio.

“E os principais dos sacerdotes e todo o Sinédrio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. Porque muitos testificavam falsamente contra Ele, mas os testemunhos não eram coerentes.” (Marcos 14:55-56)

A casa de Caifás era um complexo palaciano com celas subterrâneas, onde prisioneiros aguardavam seus destinos.

Jesus, inocente e sem pecado, foi humilhado, esbofeteado e condenado ali antes de ser entregue a Pôncio Pilatos.

Hoje, ao descermos às prisões esculpidas na rocha, refletimos sobre a solidão e o sofrimento do Salvador, que suportou tudo por amor a nós.

Enquanto Jesus era interrogado, Pedro aguardava no pátio. Momentos antes, ele havia prometido fidelidade até a morte, mas agora, tomado pelo medo, negou conhecer seu Mestre três vezes.

“E Pedro o negou novamente. E, no mesmo instante, cantou o galo. E, voltando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe dissera: ‘Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes’. E, saindo dali, chorou amargamente.” (Lucas 22:60-62)

No pátio da igreja, há uma estátua de Pedro ao lado de um galo sobre uma coluna, lembrando-nos desse momento doloroso.

Seguimos para o Museu de Israel, um dos museus mais importantes do mundo e uma das visitas mais fascinantes em Jerusalém.

O local reúne arqueologia, história bíblica, arte e descobertas que ajudam a compreender profundamente a Terra Santa e a Jerusalém dos tempos antigos.

Um dos grandes destaques do museu é a famosa Maquete de Jerusalém do Segundo Templo, uma reconstrução impressionante da cidade como ela era há cerca de 2 mil anos, no período de Jesus.

A maquete foi criada em escala detalhada e permite visualizar Jerusalém antes da destruição do Templo pelos romanos no ano 70 d.C.

Ao caminhar ao redor da maquete, é possível observar com clareza o tamanho do antigo Templo de Jerusalém, as muralhas da cidade, os palácios, mercados, ruas e diversos locais mencionados na Bíblia.

Outro ponto muito especial do museu é o Santuário do Livro, edifício que abriga os famosos Manuscritos do Mar Morto, considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes do século XX.

A visita ao Museu de Israel é uma verdadeira viagem no tempo, proporcionando uma compreensão única sobre Jerusalém antiga, a história bíblica e a rica herança cultural da região.

Hospedagem em Jerusalém.

7º DIA – MASSADA E MAR MORTO

No início da manhã, enquanto a cidade ainda despertava lentamente, partimos em direção ao Deserto da Judeia. Aos poucos, os prédios ficaram para trás e deram lugar às montanhas, moldadas pelo vento e pelo silêncio de milhares de anos. A estrada parecia nos conduzir para outra época, onde cada pedra carregava histórias antigas e cada curva revelava paisagens quase surreais.

Durante o caminho, o azul intenso do Mar Morto começa a surgir entre as montanhas áridas, criando um contraste impossível de esquecer. O deserto transmite uma sensação única de paz, como se o tempo ali passasse de maneira diferente. Faremos uma breve parada no famoso “Nível Zero”, o ponto que marca o início da descida para as regiões abaixo do nível do mar. O vento quente, o horizonte infinito e o silêncio do deserto transformam aquele simples momento em algo especial.

Seguimos então para Massada, uma fortaleza majestosa erguida sobre uma montanha isolada no coração do deserto. A subida de teleférico revela vistas impressionantes do Mar Morto e montanhas da Judeia, como uma pintura viva diante dos olhos. Lá no alto, entre ruínas milenares, é impossível não imaginar a grandiosidade do rei Herodes, que transformou aquele lugar em um palácio luxuoso cercado pelo vazio do deserto. Caminhar por Massada é sentir a força da história. Cada muralha, cada mosaico e cada corredor preservam memórias de coragem, resistência e fé.

Depois da visita, descemos novamente em direção ao Mar Morto, atravessando paisagens que pareciam saídas de um filme. O deserto, com suas cores douradas e montanhas silenciosas, acompanhava todo o percurso até chegarmos ao ponto mais baixo da Terra.

Ao chegar ao Mar Morto, a sensação é de estar em um lugar único no mundo. As águas calmas, extremamente salgadas e cercadas pelas montanhas desérticas criavam um cenário quase mágico. Entrar lentamente na água e sentir o corpo flutuar sem esforço é uma experiência difícil de descrever. Tudo ali convida ao relaxamento: a água morna, os minerais naturais e a tranquilidade do ambiente. O tempo parece desacelerar enquanto o sol reflete sobre as águas azuladas do mar.

Entre risadas, fotos e momentos de contemplação, o dia vai chegando ao fim. O retorno acontece com o coração cheio de memórias: a imponência de Massada, o silêncio do deserto e a experiência única de flutuar nas águas do Mar Morto permanecem vivos como lembranças de uma jornada inesquecível pela Terra Santa.

Atenção

O fundo do Mar Morto é coberto por pedras de sal cristalizadas, que podem ser afiadas. Para evitar lesões, recomendamos o uso de sapatos aquáticos ou sandálias.

Sugerimos trazer uma toalha para seu conforto. No local, há vestiários e chuveiros disponíveis.

Cuidados com a saúde: a água possui altíssima concentração de minerais, o que pode não ser adequado para todos. Pessoas com problemas de saúde, hipertensão ou pele sensível devem consultar um médico antes de entrar.

Precauções ao entrar na água: não molhe a cabeça ou os olhos, pois a água extremamente salgada pode causar forte irritação. Leve uma garrafa de água para enxaguar os olhos caso necessário.

Desfrute desta experiência única com segurança!

 

 

 

 

 

8º DIA – BELÉM E EIN KAREM

Belém, a cidade profetizada como o berço do Rei dos Reis. Ao atravessarmos seus portões, ressoam em nossas almas as palavras do profeta Miqueias:

“E tu, Belém de Éfrata, pequena entre os clãs de Judá, de ti sairá para mim o que será governante de Israel.” (Miqueias 5:2)

Nosso primeiro destino é a Basílica da Natividade, um dos locais cristãos mais antigos em uso contínuo no mundo.

Ao cruzarmos suas portas baixas, nos inclinamos não apenas fisicamente, mas espiritualmente, lembrando da humildade do Salvador, que escolheu vir ao mundo não em um palácio, mas em uma simples manjedoura.

Descemos até a Gruta da Natividade, onde uma estrela de prata marca o local sagrado do nascimento de Jesus. Aqui, relembramos a noite em que Maria, envolta em simplicidade e fé, trouxe ao mundo o Cordeiro de Deus:

“E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” Lucas 2:6-7

Seguimos para a Gruta de São Jerônimo, onde este grande estudioso dedicou sua vida à tradução da Bíblia para o latim — a Vulgata.

Este trabalho monumental abriu caminho para a difusão das Escrituras por toda a cristandade, permitindo que o Evangelho se espalhasse aos quatro cantos do mundo.

Igreja de Santa Catarina

A Igreja de Santa Catarina, localizada ao lado da Basílica da Natividade em Belém, é um importante templo católico administrado pelos franciscanos da Custódia da Terra Santa. Construída em estilo neogótico sobre estruturas mais antigas da época das Cruzadas, a igreja está diretamente ligada às celebrações do Natal em Belém. É deste local que ocorre a tradicional transmissão da Missa do Galo para o mundo inteiro, celebrada na noite de 24 de dezembro e acompanhada por milhões de fiéis. Durante a celebração, o Patriarca Latino de Jerusalém conduz a liturgia em um ambiente marcado por profunda emoção e espiritualidade, recordando o nascimento de Jesus na cidade onde tudo aconteceu.

 

Gruta do Leite

Segundo a tradição, a Sagrada Família refugiou-se nesta gruta enquanto se preparava para fugir para o Egito. Durante a amamentação do Menino Jesus, uma gota do leite de Maria teria caído sobre as pedras, tornando-as milagrosamente brancas — origem do nome “Gruta do Leite”.

O local tornou-se especialmente conhecido como um santuário de oração para mulheres que desejam engravidar, gestantes e mães que pedem proteção para seus filhos.

Peregrinos do mundo inteiro visitam a gruta em busca de bênçãos ligadas à maternidade, fertilidade e saúde das crianças.

A pequena capela transmite um ambiente de paz, simplicidade e profunda devoção mariana, recordando o cuidado e a proteção da Sagrada Família durante um dos momentos mais delicados de sua jornada.

Deixamos o centro de Belém e seguimos para um local de grande simbolismo: o Campo dos Pastores. Foi aqui que os humildes pastores receberam a notícia que mudou a história da humanidade.

“Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:10-11)

Entre as colinas tranquilas, imaginamos o brilho celestial iluminando a noite e a canção dos anjos ecoando sobre os campos:

“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!” (Lucas 2:14)

Ein Karem, uma charmosa vila nas montanhas de Jerusalém, é tradicionalmente reconhecida como o local onde viveram Zacarias e Isabel, pais de João Batista.

Segundo o Evangelho de Lucas, foi aqui que Maria visitou sua prima Isabel enquanto ambas estavam grávidas — momento conhecido como a Visitação (Lucas 1:39-56).

Ao encontrar Maria, Isabel exclamou cheia do Espírito Santo, e Maria pronunciou o famoso cântico do Magnificat.

A Igreja da Visitação foi construída sobre este local tradicional e possui belos jardins, mosaicos e placas com o Magnificat em diversos idiomas do mundo.

Também em Ein Karem encontra-se a Igreja de São João Batista, conhecida localmente como São João Baharim, construída sobre a tradição do local de nascimento de João Batista.

A igreja preserva antigas estruturas e uma gruta venerada como parte da casa de Zacarias e Isabel.

O ambiente tranquilo da vila, cercado por colinas e vegetação, faz de Ein Karem um dos lugares mais especiais para recordar os acontecimentos ligados ao nascimento de João Batista e à preparação do caminho para o ministério de Jesus.

Hospedagem em Jerusalém.

9º DIA – ESPLANADA DO TEMPLO, PORTÃO DOURADO, VIA SACRA E SANTO SEPULCRO

Hoje, seguimos por uma das jornadas mais espirituais e impactantes de toda a Terra Santa.

Caminharemos pelos lugares onde Jesus ensinou, sofreu, morreu e ressuscitou, refletindo sobre a grandiosidade da promessa divina e a redenção da humanidade.

Nosso dia começa na Esplanada do Templo, um dos lugares mais sagrados do mundo. Aqui, no topo do Monte do Templo, ficava o majestoso Templo de Jerusalém, construído por Salomão e reconstruído por Herodes, sendo o centro da adoração judaica até sua destruição no ano 70 d.C.

Jesus caminhou por estas mesmas pedras, ensinando no pátio do Templo e purificando-o dos cambistas:

“Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” (Mateus 21:13)

Hoje, a Esplanada abriga o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, marcos imponentes da fé islâmica, mas as fundações e os muros ainda carregam os ecos da presença divina.

Sentimos a força desse lugar, onde profetas, reis e o próprio Filho de Deus andaram.

Deixamos a Esplanada e seguimos em direção ao Portão Dourado (ou Portão Oriental), um dos pontos mais misteriosos e proféticos de Jerusalém.

Segundo a tradição, este foi o portão pelo qual Jesus entrou triunfalmente na cidade, montado em um jumentinho, cumprindo a profecia de Zacarias:

“Eis que o teu Rei virá a ti, justo e salvador, humilde, e montado sobre um jumento.” (Zacarias 9:9)

Segundo a tradição judaica e cristã, o portão foi selado no século XVI.

A profecia de Ezequiel diz:

“E o Senhor, Deus de Israel, entrou por ele; por isso, estará fechado.” (Ezequiel 44:1-2)

Para os cristãos, porém, nenhuma porta pode impedir a vinda do Rei da Glória.

Visitamos o Tanque de Betesda. Entre as ruínas deste antigo reservatório, ecoa a lembrança do milagre da cura do paralítico, realizado por Jesus, provando que nenhuma enfermidade, nem mesmo o tempo, pode limitar o poder do Filho de Deus.

“Estava ali um homem enfermo, havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: ‘Queres ficar são?’” (João 5:5-6)

O paralítico, incapaz de chegar sozinho ao tanque, respondeu que não havia ninguém para ajudá-lo. Mas o verdadeiro milagre não estava nas águas, e sim na palavra de Cristo.

“Levanta-te, toma tua cama e anda.” (João 5:8)

Imediatamente, o homem foi curado. Sem precisar tocar as águas, sem esperar um anjo, sem depender de ninguém — apenas pela palavra de Jesus, que tem poder sobre todas as coisas.

Seguimos para um dos momentos mais emocionantes da viagem: a caminhada pela Via Dolorosa, refazendo os passos de Jesus rumo ao Calvário.

As ruas estreitas da Cidade Velha ainda guardam as marcas do sofrimento de Cristo.

Passamos pela Via sacra, refletindo sobre cada momento da Paixão:

“E, levando-o às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota.” (João 19:17)

Sentimos o peso do caminho, imaginando os olhares dos curiosos, os insultos, mas também a compaixão daquelas poucas almas que O seguiram até o fim.

No Calvário, Jesus foi pregado na cruz e derramou Seu sangue pela salvação da humanidade.

Chegamos então ao Santo Sepulcro, o local mais sagrado do cristianismo, construído sobre os lugares tradicionalmente reconhecidos como o Calvário — onde Jesus foi crucificado — e o túmulo vazio da ressurreição.

Entre velas, orações e o eco de séculos de devoção, contemplamos o lugar onde Cristo venceu a morte e trouxe esperança à humanidade.

Diante do sepulcro vazio, sentimos a grandiosidade do momento que mudou a história da humanidade:

“Por que buscais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou!” (Lucas 24:5-6)

Ao entrarmos no túmulo, o silêncio profundo nos envolve, e nossos corações se enchem de gratidão.

A morte não teve a última palavra. Cristo venceu!

Seguimos então pelo souk (mercado árabe), onde o ar é impregnado pelo aroma doce da canela e do cardamomo, misturando-se ao cheiro de pães recém-assados e falafel recém-preparado.

O brilho dourado das lâmpadas ornamentadas reflete nos tecidos coloridos que dançam ao vento, enquanto os vendedores nos chamam com um sorriso, oferecendo joias, essências e lembranças que parecem conter fragmentos da própria alma da cidade.

As ruas estreitas, pavimentadas com pedras alisadas pelo tempo e por milhões de peregrinos, nos conduzem por um labirinto de histórias.

Passamos pelos quatro bairros da Cidade Velha — o judeu, o cristão, o muçulmano e o armênio — onde culturas e crenças se entrelaçam em um mosaico único.

Encerramos o dia no Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado para o povo judeu e a última lembrança do majestoso Templo de Herodes.

Estas pedras fazem parte das muralhas de contenção do antigo complexo do Templo de Jerusalém.

Diante deste muro histórico, refletimos sobre a conexão entre as promessas bíblicas e a fé que atravessa gerações.

Hospedagem em Jerusalém.

10º DIA – DESPEDIDA DE JERUSALÉM E TRASLADO AO AEROPORTO

O amanhecer em Jerusalém traz consigo o peso da história e a grandiosidade da fé que ressoa por suas ruas de pedra.

Após dias intensos de peregrinação, revivendo os passos de patriarcas, profetas e do próprio Jesus, chega o momento de nos despedirmos da Terra Santa.

Antes da partida, fazemos uma última contemplação desta cidade única, cujos muros guardam séculos de promessas, milagres e transformações.

Da mesma forma que os peregrinos de gerações passadas levavam consigo a poeira sagrada de Jerusalém em suas vestes, levamos agora em nossos corações as marcas desta jornada espiritual.

Em horário apropriado, seguimos para o aeroporto com assistência no traslado, garantindo um embarque tranquilo.

Enquanto nos afastamos, olhamos uma última vez para a terra onde Deus escolheu revelar Seu amor à humanidade, sabendo que esta experiência nos acompanhará para sempre.

Como diz o Salmo:

“Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita definhe! Que minha língua se prenda ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, se eu não fizer de Jerusalém a minha maior alegria!” (Salmos 137:5-6)

A Terra Santa não é apenas um destino, mas um chamado.

Partimos fisicamente, mas deixamos um pedaço de nossa alma entre suas colinas e muralhas sagradas.

Este roteiro foi cuidadosamente planejado para proporcionar a melhor experiência possível. Entretanto, a ordem das visitas, horários e sequência dos passeios poderão ser ajustados conforme condições climáticas, horários de funcionamento dos locais, trânsito, datas comemorativas, orientações de segurança ou necessidades operacionais, sempre visando o conforto, a segurança e o melhor aproveitamento do grupo.

Está pronto para caminhar pelos passos do Salvador?

 

Detalhado: 10 Dias — Nos Passos de Jesus: Da Galileia a Jerusalém – Evangélico

1º DIA – CHEGADA EM ISRAEL (TEL AVIV – AEROPORTO BEN GURION)

Ao desembarcar no Aeroporto Ben Gurion, sentiremos a emoção de pisar na Terra Santa, a terra onde Jesus caminhou e onde tantas histórias da Bíblia se tornaram realidade. Nossa equipe lhe receberá calorosamente e auxiliará no processo de imigração.

Seguimos para o hotel em Tel Aviv, uma cidade vibrante à beira do Mar Mediterrâneo. O restante do dia será livre para explorar a orla marítima, desfrutando de sua atmosfera única, cafés charmosos e lojas exclusivas.

Tel Aviv

2º DIA – TEL AVIV / JAFA / CESARÉIA MARÍTIMA / HAIFA / TIBERÍADES

Após o café da manhã, nossa jornada se inicia com uma emocionante peregrinação por Jaffa (Yafo, Jope), antiga cidade portuária mencionada nas Escrituras (Josué 19:46). Este antigo porto bíblico (2 Crônicas 2:10-15) carrega a essência da história sagrada e nos convida a caminhar por suas ruas estreitas, imersos na atmosfera do bairro dos artistas.

No coração de Jaffa, visitamos um dos portos mais antigos do mundo, local onde a madeira vinda de Tiro foi recebida para a construção do primeiro e segundo templo. (1 Reis 5:6-10 e 2 Crônicas 2:3-8)

Aqui, Jonas tentou fugir do chamado de Deus (Jonas 1:1-3), e Pedro, na casa de Simão, o curtidor de peles, teve a visão que abriu as portas da salvação aos gentios (Atos 10:9-16).

Seguimos rumo a Cesareia Marítima.

Ao nos aproximarmos de Cesareia Marítima, sentimos a brisa salgada do Mediterrâneo acariciar nossa pele, como se quisesse nos contar os segredos dessa cidade milenar. Aqui, onde o azul do mar se encontra com o dourado das ruínas, a história de impérios, fé e resistência ganha vida diante dos nossos olhos.

Construída pela grandiosa visão de Herodes, o Grande, Cesareia não foi apenas um porto, mas um símbolo de poder e inovação. É impossível não imaginar o esplendor de seus dias de glória, quando embarcações de todos os cantos do império aportavam em seu magnífico porto artificial, um feito de engenharia que desafiava as forças da natureza.

Adentramos as ruínas do palácio de Herodes, que se projetava elegantemente sobre o mar. Suas colunas ainda sussurram histórias de conspirações, alianças forjadas no brilho do ouro e decisões que mudaram o destino da Judeia. Ao caminhar pelos mosaicos desgastados pelo tempo, quase podemos ouvir o murmúrio de cortesãos e centuriões debatendo os rumos da província, enquanto Herodes admirava o horizonte a partir de sua luxuosa piscina à beira-mar.

Em seguida, pisamos no hipódromo, onde a terra ainda guarda as marcas dos cascos dos cavalos que um dia cortaram o ar, puxando carruagens a uma velocidade vertiginosa. O clamor ensurdecedor da multidão ecoa em nossa imaginação, enquanto aurigas desafiavam o destino em corridas frenéticas. Mas entre os jogos e o entretenimento, este também foi um local de sofrimento: aqui, mártires cristãos e judeus enfrentaram a perseguição e derramaram seu sangue, mantendo-se inabaláveis em sua fé.

O teatro romano, com suas arquibancadas voltadas para o mar, ainda ressoa com os aplausos das elites que vinham se deslumbrar com espetáculos grandiosos. Se fecharmos os olhos, podemos quase ouvir o som das liras e das declamações que uma vez encheram esse espaço de vida e arte. Mas sob essa fachada de esplendor, a cidade escondia momentos de tensão e desafios.

No coração de Cesareia, entre suas fortalezas imponentes, um dos maiores protagonistas do cristianismo viveu seus dias de incerteza: o apóstolo Paulo. Segundo a tradição, Paulo permaneceu preso em Cesareia por cerca de dois anos, aguardando julgamento. Dentro dessas muralhas, ele enfrentou os governadores Félix e Festo, defendendo sua fé com palavras tão afiadas quanto qualquer espada.

Deixamos a cidade e seguimos até o antigo aqueduto romano, uma maravilha arquitetônica que atravessa a paisagem com sua sequência de arcos elegantes. Por séculos, essas estruturas trouxeram água fresca do Monte Carmelo, abastecendo a cidade com um recurso vital. Mesmo depois de tanto tempo, suas fundações permanecem firmes, um testemunho da genialidade romana e da prosperidade que Cesareia desfrutou em seus dias de esplendor.

Nossa jornada continua rumo a Haifa, onde o azul do Mediterrâneo se funde ao verde exuberante das colinas, criando um cenário de beleza arrebatadora. Mas Haifa não é apenas um espetáculo para os olhos; ela é uma das cidades mais importantes de Israel, onde se encontram os Jardins Bahá’í, um oásis de perfeição geométrica e tranquilidade, que descem em terraços majestosos até o coração da cidade. Patrimônio da UNESCO, esses jardins não são apenas um espetáculo visual; eles refletem a essência da fé bahá’í, uma religião que prega a unidade de todos os povos e crenças.

Os bahá’ís, seguidores de Bahá’u’lláh, vivem segundo princípios de paz, justiça e igualdade. Sem clero, sem rituais fixos, sua espiritualidade se expressa na busca pelo bem comum e na convicção de que todas as religiões vêm de uma única fonte divina. Haifa abriga o Santuário do Báb, um dos locais mais sagrados da fé bahá’í, onde repousa o precursor dessa religião.

Caminhamos por essas paisagens sagradas com a sensação de que Haifa é um ponto de encontro entre o passado e o futuro, entre a tradição e a renovação espiritual. Do Monte Carmelo, o olhar se perde no horizonte, onde avistamos, ao longe, a linha do horizonte onde o Líbano se encontra com o mar e o céu.

Subimos ao topo do Monte Carmelo, em Muhraqa, onde o vento sopra histórias antigas e o horizonte se desenha como uma tapeçaria sagrada. Estamos pisando em um solo onde o próprio céu parece ter se curvado para testemunhar um dos momentos mais poderosos da Bíblia: o confronto entre Elias e os profetas de Baal.

Aqui, sobre as colinas que dominam o Vale de Jezreel, Elias desafiou 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá, ordenando que dois altares fossem preparados. Os sacerdotes pagãos clamaram a seus deuses, dançaram, cortaram-se em transe…, mas o silêncio foi a única resposta. Então, Elias ergueu sua voz e clamou ao Deus de Israel. De repente, o céu se abriu, e um fogo divino desceu sobre o altar, consumindo o sacrifício, a madeira, as pedras e até a água derramada ao redor.

Neste exato local, uma estátua de Elias de espada em punho nos lembra da vitória daquele dia. “O Senhor é Deus!” – o povo gritou, caindo sobre seus rostos. Os falsos profetas foram levados ao Rio Quisom, que serpenteia pelo vale abaixo, e ali enfrentaram seu destino.

Elias não apenas invocou fogo do céu; ele também orou para que a chuva voltasse a Israel após anos de seca. Do topo do monte, seu servo avistou uma pequena nuvem do tamanho da mão de um homem surgindo no horizonte. Logo, o céu se enegreceu, e uma tempestade trouxe vida de volta à terra sedenta.

Do Carmelo ao Armagedom, este é um lugar onde o passado e o futuro se entrelaçam, onde a voz dos profetas ainda parece ecoar no vento. Estamos sobre um solo de fogo, fé e destino.

Diante de nós, a vastidão do Vale de Jezreel, conhecido também como Vale do Armagedom (Apocalipse 16:16), se estende como um palco preparado para os eventos finais da história. As profecias indicam que aqui ocorrerá a batalha definitiva entre as forças do bem e do mal. O solo que um dia presenciou a vitória de Elias sobre a idolatria será, segundo a tradição, o campo onde o último confronto se desenrolará.

No horizonte, podemos avistar Nazaré, onde Jesus passou sua infância e juventude. Entre os montes verdejantes e as aldeias bíblicas que pontilham o vale, imaginamos Maria e José caminhando pelas colinas, sem saber que aquele menino mudaria o curso da humanidade.

Além da espiritualidade e das profecias, o Monte Carmelo continua tendo grande importância estratégica até os dias atuais devido à sua posição elevada e privilegiada sobre a região.

Encerramos nosso dia na histórica cidade de Tiberíades, às margens do lendário Mar da Galileia. As águas que presenciaram os milagres e ensinamentos de Jesus seguem inspirando peregrinos e devotos.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias)

3º DIA – PELAS ÁGUAS DA GALILEIA: TABGHA, CAFARNAUM, MAGDALA E O RIO JORDÃO

O dia amanhece sobre a Galileia, e com ele seguimos os passos de Jesus pelos locais onde Ele ensinou, operou milagres e transformou vidas.

Nossa jornada começa em Tabgha, local do milagre da multiplicação dos pães e peixes (Marcos 6:30-44). Na Igreja da Multiplicação, contemplamos o icônico mosaico bizantino que representa os cinco pães e dois peixes oferecidos a Jesus. Ali, lembramos que a fé multiplica o pouco e sacia multidões.

A poucos passos, chegamos à Igreja do Primado de Pedro, à beira do Mar da Galileia. Sentimos a serenidade do lugar onde, após a ressurreição, Jesus apareceu aos discípulos e confirmou Pedro como primeiro pastor:
“Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17).

Seguimos para Cafarnaum, a “cidade de Jesus”. Caminhamos entre as ruínas da casa de Pedro (Lucas 4:38), onde sua sogra foi curada por Jesus, e entramos na antiga sinagoga onde Ele ensinava e operava milagres (Marcos 1:21-28).

Subimos ao Monte das Bem-Aventuranças, onde, cercados pela paisagem tranquila da Galileia, relembramos as palavras do Sermão da Montanha:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Nossa peregrinação continua com uma visita especial a Magdala, cidade natal de Maria Madalena. Aqui, percorremos as escavações de uma antiga sinagoga do século I, possivelmente frequentada por Jesus.

A experiência se aprofunda ao embarcarmos em um barco para atravessar o Mar da Galileia, revivendo os momentos em que Jesus acalmou a tempestade:
“E levantou-se grande temporal de vento… E disse ao mar: Cala-te, aquieta-te.” (Marcos 4:37-39)

Também relembramos quando Jesus caminhou sobre as águas (Mateus 14:22-33) e concedeu a Pedro e seus discípulos a pesca milagrosa (Lucas 5:1-11). Deixamos que as águas carregam as histórias de fé, dúvida e entrega que marcaram os apóstolos.

Nosso dia sagrado se encerra no Rio Jordão, local tradicional do batismo de Jesus por João Batista (Mateus 3:13-17). Em Yardenit, os peregrinos poderão escolher entre realizar o batismo neste local tradicional ou em Qasr al-Yahud, próximo a Jericó.

Às margens deste rio, temos a oportunidade de nos batizar, mergulhando na espiritualidade que há séculos faz deste lugar um símbolo de nova vida.

Com o coração pleno e renovado, encerramos o dia conscientes de que caminhamos por terras onde o divino tocou a humanidade.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias)

Dia 4 – Explorando as Colinas do Golã: História, Natureza e Sabores

Uma Jornada Inesquecível Pelo Golã: Fé, História e Sabores

Nosso dia começa em um cenário de tirar o fôlego: a Reserva Natural de Banias (Cesareia de Filipe), um local que guarda um dos momentos mais profundos do Novo Testamento. Caminhamos por trilhas que serpenteiam entre árvores centenárias, ouvindo o som das águas cristalinas que alimentam uma das principais nascentes do Rio Jordão.

Aqui, sobre as ruínas da antiga Cesareia de Filipe, ecoam as palavras que mudaram a história

:“E vós, quem dizeis que eu sou?” – pergunta Jesus.
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” – responde Pedro.
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja…” (Mateus 16:15-18)

É impossível não sentir a grandiosidade desse instante ao estar no mesmo solo onde ele aconteceu. Ao lado das ruínas do templo dedicado ao deus Pã, contrastamos o passado pagão com a mensagem revolucionária de Cristo. Seguimos adiante ao lado da nascente onde a natureza parece sussurrar histórias de tempos antigos, e nos deixamos envolver pela atmosfera de paz e contemplação.

Ascensão ao Monte Bental: Um Olhar Sobre a História e a Geopolítica

De Banias, subimos até o Monte Bental, um dos picos mais impressionantes das Colinas do Golã. Lá do alto, um cenário de tirar o fôlego se revela diante de nós: a vastidão da Síria, as ondulações da terra marcada pelo tempo e as cicatrizes deixadas pelos conflitos. O vento sopra forte enquanto exploramos os antigos bunkers sírios, conquistados durante a Guerra do Yom Kippur de 1973.

Em um pequeno auditório, assistimos a um filme emocionante sobre a Batalha do Vale das Lágrimas, um confronto épico onde um punhado de tanques israelenses resistiu bravamente contra uma força síria avassaladora. Saímos do documentário com um novo olhar sobre o que significa coragem e sacrifício, e então seguimos até o próprio Vale das Lágrimas. Ao pisarmos nesse solo histórico, sentimos a força dos eventos que moldaram o Oriente Médio, refletindo sobre o custo da paz e a resiliência de um povo.

O Azeite do Golã

Encerramos nossa jornada em uma autêntica fábrica de azeite de oliva, onde o perfume das oliveiras nos envolve. Entre prensas antigas e modernas técnicas de extração, conhecemos o segredo por trás desse “ouro líquido” que há milênios faz parte da cultura mediterrânea. Finalizamos com uma degustação irresistível: azeites frescos e aromáticos.

Ao fim do dia, com a luz dourada do entardecer acariciando as paisagens do Golã, levamos conosco não apenas memórias, mas uma experiência profunda. Fé, história e sabores se entrelaçaram em uma jornada inesquecível por essa terra que testemunhou batalhas, milagres e a força inabalável da vida.

Hospedagem em Tiberíades (Tiberias)

5º DIA – BEIT SHEAN, QUMRAN, BANHO NO MAR MORTO, JERICÓ E CHEGADA A JERUSALÉM

Nos despedimos das águas serenas do Mar da Galileia, cujas ondas sussurram histórias de fé e milagres, e partimos rumo ao passado sombrio e fascinante de Beit Shean, uma das cidades da Decápolis.

Ao nos aproximarmos das grandiosas ruínas romanas, o brilho do sol reflete sobre colunas que um dia sustentaram templos e teatros luxuosos. Mas, por trás da beleza, esse solo guarda um dos momentos mais trágicos da Bíblia.

Após a derrota do exército de Israel pelos filisteus no Monte Gilboa, o corpo de Saul, o primeiro rei de Israel, e de seu fiel filho Jônatas foram trazidos para cá. Como um macabro troféu de guerra, suas cabeças foram expostas nas muralhas da cidade, um aviso cruel para todo o povo de Israel:
“Então os filisteus cortaram a cabeça de Saul… e penduraram os seus corpos no muro de Bete-Seã.” (1 Samuel 31:8-10)

Ao caminharmos entre as majestosas ruínas de Beit Shean, uma das cidades mais esplêndidas da Decápolis romana, percebemos que algo interrompeu seu esplendor. Colunas caídas, templos despedaçados e ruas de pedra deslocadas contam uma história de destruição repentina – a marca de um evento cataclísmico que mudou para sempre o destino desta cidade no ano 749.

Um poderoso terremoto, parte de uma série de abalos que devastaram a região do Vale do Jordão e da Galileia, sacudiu Beit Shean até suas fundações. Em questão de segundos, edifícios suntuosos que haviam testemunhado séculos de glória desabaram como castelos de areia.

O tremor foi tão intenso que destruiu cidades inteiras, de Tiberíades a Jericó, matando milhares de pessoas. A magnitude exata desse terremoto é estimada em 7.0 ou mais na escala Richter, com epicentro na Falha do Vale do Jordão, parte do Grande Vale do Rift, que atravessa Israel.

Antes do terremoto, Beit Shean era uma metrópole florescente, repleta de anfiteatros, templos, banhos romanos e colunatas imponentes. Era um centro de cultura e comércio, estrategicamente localizado entre o Egito e a Mesopotâmia.

Mas, após o desastre, a cidade nunca mais se recuperou totalmente. A destruição foi tão extensa que os habitantes abandonaram as ruínas, e Beit Shean foi engolida pelo tempo, seu esplendor romano enterrado sob a poeira do deserto.

Ao explorar as ruínas hoje, é possível ver colunas caídas exatamente como tombaram naquele dia, um lembrete impressionante da força destrutiva do terremoto. Algumas estruturas foram preservadas quase como estavam no momento do colapso, permitindo-nos imaginar o pânico e a correria dos habitantes ao verem o mundo desmoronar ao seu redor.

Passaremos perto do Monte Gilboa, onde Saul e seus filhos caíram diante dos filisteus. O vento sopra forte entre as árvores, como se ainda carregasse o lamento de Davi, que chorou a morte de seu melhor amigo, Jônatas:

“Como caíram os valentes no meio da batalha! Jônatas, sobre os teus montes, foi morto!” (2 Samuel 1:25)

Até hoje, as encostas do Monte Gilboa permanecem em grande parte áridas, um testemunho da maldição de Davi sobre este lugar:

“Sobre vós, ó montes de Gilboa, não caia orvalho, nem chuva…” (2 Samuel 1:21)

Seguimos para as piscinas de Gideão, conhecidas atualmente como Ma’ayan Harod, aos pés do Monte Gilboa. Segundo a Bíblia, no livro de Juízes capítulo 7, foi nesse local que Gideão escolheu os 300 guerreiros que lutariam contra os midianitas. Gideão havia reunido cerca de 32 mil homens, mas Deus disse que o exército era grande demais e que a vitória poderia fazer o povo pensar que foi conquistada pela própria força. Então, os homens foram levados até a fonte para beber água. Aqueles que beberam levando a água às mãos, permanecendo atentos e vigilantes, foram escolhidos. Apenas 300 homens passaram por essa seleção e, com eles, Gideão venceu um exército muito maior. O local se tornou um símbolo de fé, obediência e confiança em Deus.

Abandonamos os campos e montanhas verdes e entramos na vastidão infinita do Deserto da Judeia. As paisagens áridas e os penhascos dourados parecem saídos de outra era, um cenário onde o tempo se curva diante da eternidade.

Em meio a essa terra estéril, chegamos a um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos da história: Qumran. Aqui, entre cavernas ocultas e o silêncio absoluto do deserto, um segredo permaneceu enterrado por séculos, esperando ser revelado.

Foi em 1947, quando um jovem beduíno lançou uma pedra dentro de uma gruta, que o destino da arqueologia bíblica mudou para sempre. O som de um jarro quebrando ecoou pelas rochas, e ali, envoltos em pergaminhos, estavam os Manuscritos do Mar Morto – os textos bíblicos mais antigos já descobertos.

Escritos pelos essênios, uma comunidade misteriosa que buscava pureza espiritual afastada do mundo, esses manuscritos preservaram trechos da Torá, dos Salmos e do livro de Isaías com uma precisão impressionante.

O que mais o deserto ainda esconde? Que segredos aguardam o próximo explorador?

Seguimos para Jericó, uma das cidades mais antigas do mundo, localizada na região palestina da Cisjordânia.

Avistamos o Monte da Tentação, onde Jesus jejuou por 40 dias e enfrentou as tentações do diabo:
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” (Mateus 4:1-11)

Visitamos também a Fonte de Eliseu:
“Assim diz o Senhor: Sarei saudáveis estas águas; nunca mais procederá delas morte nem esterilidade.” (2 Reis 2:21)

E a famosa Árvore de Zaqueu, onde o cobrador de impostos subiu para ver Jesus:
“E correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali.” (Lucas 19:4)

Nossa jornada se conclui em Jerusalém, a cidade santa onde Jesus entregou Sua vida por nós. Ao nos aproximarmos, contemplamos a cidade do alto, relembrando o momento em que Jesus chorou por ela:
“E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.” (Lucas 19:41)

Hospedagem em Jerusalém.

6º DIA – JERUSALÉM OS ÚLTIMOS PASSOS DE JESUS

O dia começa no Monte das Oliveiras, de onde Jesus ascendeu aos céus:
“E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles e foi elevado ao céu.” (Lucas 24:50-51)

Lugar onde Jesus frequentemente se retirava para orar. Lá do alto, contemplamos a grandiosidade da Cidade Santa, exatamente como Jesus a viu.

Lemos juntos o Salmo 122, que fala sobre a paz de Jerusalém, e refletimos sobre o significado desta cidade ao longo da história bíblica.

Descemos pelo caminho onde aconteceu a Entrada Triunfal de Jesus em um domingo especial, quando a multidão O recebeu com ramos e cânticos de “Hosana ao Filho de Davi!” (Mateus 21:1-11). Caminhando por este trajeto, nos transportamos para aquele momento em que a esperança messiânica enchia os corações do povo.

A primeira parada é na Igreja Dominus Flevit, cujo nome significa “O Senhor chorou”. É um dos momentos mais comoventes da jornada, pois aqui Jesus chorou sobre Jerusalém, prevendo sua destruição (Mateus 24:37-39). Diante da paisagem da cidade antiga, imaginamos esse instante de profunda dor e compaixão do Mestre por Seu povo.

Seguimos para o Getsêmani, um dos lugares mais emocionantes da viagem. Este é o jardim onde Jesus orou na noite anterior à Sua crucificação, em uma angústia tão intensa que Seu suor se tornou como gotas de sangue (Mateus 26:36-46).

As antigas oliveiras do jardim descendem de árvores que testemunharam séculos da história de Jerusalém.

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42)

Saindo da basílica, seguimos em direção à Gruta do Getsêmani.

A atmosfera da gruta é transmitida pelo peso dessa lembrança. As sombras das tochas parecem ainda dançar nas paredes de pedra, como se a cena estivesse eternamente impressa no local. O visitante que aqui entra sente a tensão daquele instante, como se as palavras de Jesus:
“Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?” (Lucas 22:48)
ainda ecoam pelo ambiente.

Nossa próxima parada é o Cenáculo, a sala onde aconteceu a Última Ceia. Neste ambiente, Cristo compartilhou o pão e o vinho com Seus discípulos, instituiu a Santa Ceia e anunciou a nova aliança (Mateus 26:17-30).

Também foi aqui que os discípulos se reuniram após a ressurreição e onde receberam o Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2).

E logo ao lado, o Túmulo do Rei Davi, um dos lugares mais venerados do judaísmo.

Igreja de São Pedro em Gallicantu, cujo nome significa canto do galo, em memória à negação de Pedro e ao cumprimento da profecia de Jesus. Na noite em que Jesus foi traído, Ele foi preso no Jardim do Getsêmani e levado para a casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde enfrentou um julgamento injusto diante do Sinédrio.

“E os principais dos sacerdotes e todo o Sinédrio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. Porque muitos testificavam falsamente contra Ele, mas os testemunhos não eram coerentes.” (Marcos 14:55-56)

A casa de Caifás era um complexo palaciano com celas subterrâneas, onde prisioneiros aguardavam seus destinos. Jesus, inocente e sem pecado, foi humilhado, esbofeteado e condenado ali antes de ser entregue a Pôncio Pilatos.

Hoje, ao descermos às prisões esculpidas na rocha, refletimos sobre a solidão e o sofrimento do Salvador, que suportou tudo por amor a nós.

Enquanto Jesus era interrogado, Pedro aguardava no pátio. Momentos antes, ele havia prometido fidelidade até a morte, mas agora, tomado pelo medo, negou conhecer seu Mestre três vezes.

“E Pedro o negou novamente. E, no mesmo instante, cantou o galo. E, voltando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe dissera: ‘Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes’. E, saindo dali, chorou amargamente.” (Lucas 22:60-62)

No pátio da igreja, há uma estátua de Pedro ao lado de um galo sobre uma coluna, lembrando-nos desse momento doloroso.

Seguimos ao Museu de Israel é um dos museus mais importantes do mundo e uma das visitas mais fascinantes em Jerusalém. O local reúne arqueologia, história bíblica, arte e descobertas que ajudam a compreender profundamente a Terra Santa e a Jerusalém dos tempos antigos.

Um dos grandes destaques do museu é a famosa Maquete de Jerusalém do Segundo Templo, uma reconstrução impressionante da cidade como ela era há cerca de 2 mil anos, no período de Jesus. A maquete foi criada em escala detalhada e permite visualizar Jerusalém antes da destruição do Templo pelos romanos no ano 70 d.C.

Ao caminhar ao redor da maquete, é possível observar com clareza o tamanho do antigo Templo de Jerusalém, as muralhas da cidade, os palácios, mercados, ruas e diversos locais mencionados na Bíblia. A experiência ajuda os visitantes a compreenderem melhor os acontecimentos bíblicos e a dimensão histórica da cidade naquela época.

Outro ponto muito especial do museu é o Santuário do Livro, edifício que abriga os famosos Manuscritos do Mar Morto, considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes do século XX. Esses manuscritos antigos contêm textos bíblicos preservados por mais de 2 mil anos e ajudam a contar a história das Escrituras e do povo judeu.

A visita ao Museu de Israel é uma verdadeira viagem no tempo, proporcionando uma compreensão única sobre Jerusalém antiga, a história bíblica e a rica herança cultural da região.

Hospedagem em Jerusalém

7º DIA – MASSADA E MAR MORTO

No início da manhã, enquanto a cidade ainda despertava lentamente, partimos em direção ao Deserto da Judeia. Aos poucos, os prédios ficaram para trás e deram lugar às montanhas, moldadas pelo vento e pelo silêncio de milhares de anos. A estrada parecia nos conduzir para outra época, onde cada pedra carregava histórias antigas e cada curva revelava paisagens quase surreais.

Durante o caminho, o azul intenso do Mar Morto começa a surgir entre as montanhas áridas, criando um contraste impossível de esquecer. O deserto transmite uma sensação única de paz, como se o tempo ali passasse de maneira diferente. Faremos uma breve parada no famoso “Nível Zero”, o ponto que marca o início da descida para as regiões abaixo do nível do mar. O vento quente, o horizonte infinito e o silêncio do deserto transformam aquele simples momento em algo especial.

Seguimos então para Massada, uma fortaleza majestosa erguida sobre uma montanha isolada no coração do deserto. A subida de teleférico revelava vistas impressionantes do Mar Morto e das montanhas da Judeia, como uma pintura viva diante dos olhos. Lá no alto, entre ruínas milenares, é impossível não imaginar a grandiosidade do rei Herodes, que transformou aquele lugar em um palácio luxuoso cercado pelo vazio do deserto. Caminhar por Massada é sentir a força da história. Cada muralha, cada mosaico e cada corredor preservam memórias de coragem, resistência e fé.

Depois da visita, descemos novamente em direção ao Mar Morto, atravessando paisagens que pareciam saídas de um filme. O deserto, com suas cores douradas e montanhas silenciosas, acompanhava todo o percurso até chegarmos ao ponto mais baixo da Terra.

Ao chegar ao Mar Morto, a sensação é de estar em um lugar único no mundo. As águas calmas, extremamente salgadas e cercadas pelas montanhas desérticas criavam um cenário quase mágico. Entrar lentamente na água e sentir o corpo flutuar sem esforço é uma experiência difícil de descrever. Tudo ali convida ao relaxamento: a água morna, os minerais naturais e a tranquilidade do ambiente. O tempo parece desacelerar enquanto o sol reflete sobre as águas azuladas do mar.

Entre risadas, fotos e momentos de contemplação, o dia vai chegando ao fim. O retorno acontece com o coração cheio de memórias: a imponência de Massada, o silêncio do deserto e a experiência única de flutuar nas águas do Mar Morto permanecem vivos como lembranças de uma jornada inesquecível pela Terra Santa.

Atenção

O fundo do Mar Morto é coberto por pedras de sal cristalizadas, que podem ser afiadas. Para evitar lesões, recomendamos o uso de sapatos aquáticos ou sandálias.

Sugerimos trazer uma toalha para seu conforto. No local, há vestiários e chuveiros disponíveis.

Cuidados com a saúde: a água possui altíssima concentração de minerais, o que pode não ser adequado para todos. Pessoas com problemas de saúde, hipertensão ou pele sensível devem consultar um médico antes de entrar.

Precauções ao entrar na água: não molhe a cabeça ou os olhos, pois a água extremamente salgada pode causar forte irritação. Leve uma garrafa de água para enxaguar os olhos caso necessário.

Desfrute desta experiência única com segurança!

Hospedagem em Jerusalém

8º DIA – BELÉM E HERODION

Belém, a cidade profetizada como o berço do Rei dos Reis. Ao atravessarmos seus portões, ressoam em nossas almas as palavras do profeta Miqueias:

“E tu, Belém de Éfrata, pequena entre os clãs de Judá, de ti sairá para mim o que será governante de Israel.” (Miqueias 5:2)

Nosso primeiro destino é a Basílica da Natividade, um dos locais mais antigos em uso contínuo. Ao cruzarmos suas portas baixas, nos inclinamos não apenas fisicamente, mas espiritualmente, lembrando da humildade do Salvador, que escolheu vir ao mundo não em um palácio, mas em uma manjedoura simples.

Descemos até a Gruta da Natividade, onde uma estrela de prata marca o local sagrado do nascimento de Jesus. Aqui, relembramos a noite em que Maria, envolta em simplicidade e fé, trouxe ao mundo o Cordeiro de Deus:

“E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” (Lucas 2:6-7)

Seguimos para a Gruta de São Jerônimo, onde este grande estudioso dedicou sua vida à tradução da Bíblia para o latim – a Vulgata. Este trabalho monumental abriu caminho para a difusão das Escrituras por toda a cristandade, permitindo que o Evangelho se espalhasse aos quatro cantos do mundo.

Deixamos o centro de Belém e seguimos para um local de grande simbolismo: o Campo dos Pastores. Foi aqui que os humildes pastores receberam a notícia que mudou a história da humanidade.

“Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:10-11)

Entre as colinas tranquilas, imaginamos o brilho celestial iluminando a noite e a canção dos anjos ecoando sobre os campos:

“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!” (Lucas 2:14)

Herodion, também conhecido como Herodium, é uma impressionante fortaleza-palácio construída pelo rei Herodes há mais de 2 mil anos, localizada entre Jerusalém e Belém, em meio às montanhas do deserto da Judeia. Vista de longe, a montanha possui um formato único, quase perfeitamente cônico, pois foi parcialmente moldada artificialmente por ordem do próprio Herodes, que desejava criar um monumento grandioso que refletisse seu poder e sua visão arquitetônica extraordinária.

Foi nesse local que Herodes construiu um complexo luxuoso com palácios, jardins, piscinas, banhos romanos, salões de recepção e um sofisticado sistema de armazenamento de água no meio do deserto — uma verdadeira obra de engenharia para a época. Além de servir como residência real e fortaleza estratégica, Herodion também foi escolhido pelo rei como seu local de sepultamento. Em 2007, arqueólogos anunciaram a descoberta do túmulo atribuído ao rei Herodes na encosta da montanha.

Do topo de Herodion é possível contemplar vistas panorâmicas espetaculares do Deserto da Judeia, de Belém e até da região de Jerusalém. Caminhar por suas ruínas é mergulhar em uma das histórias mais fascinantes da Terra Santa, onde luxo, poder, ambição e história bíblica se encontram em meio às paisagens silenciosas do deserto.

Hospedagem em Jerusalém

9º DIA – ESPLANADA DO TEMPLO, PORTÃO DOURADO, VIA SACRA E JARDIM DO TÚMULO

Hoje, seguimos por uma das jornadas mais espirituais e impactantes de toda a Terra Santa. Caminharemos pelos lugares onde Jesus ensinou, sofreu, morreu e ressuscitou, refletindo sobre a grandiosidade da promessa divina e a redenção da humanidade.

Nosso dia começa na Esplanada do Templo, um dos lugares mais sagrados do mundo. Aqui, no topo do Monte do Templo, ficava o majestoso Templo de Jerusalém, construído por Salomão e reconstruído por Herodes, sendo o centro da adoração judaica até sua destruição no ano 70 d.C.

Jesus caminhou por estas mesmas pedras, ensinando no pátio do Templo e purificando-o dos cambistas:

“Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” (Mateus 21:13)

Hoje, a Esplanada abriga o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, marcos imponentes da fé islâmica, mas as fundações e os muros ainda carregam os ecos da presença divina. Sentimos a força desse lugar, onde profetas, reis e o próprio Filho de Deus andaram.

Deixamos a Esplanada e seguimos em direção ao Portão Dourado (ou Portão Oriental), um dos pontos mais misteriosos e proféticos de Jerusalém.

Segundo a tradição, este foi o portão pelo qual Jesus entrou triunfalmente na cidade, montado em um jumentinho, cumprindo a profecia de Zacarias:

“Eis que o teu Rei virá a ti, justo e salvador, humilde, e montado sobre um jumento.” (Zacarias 9:9)

Segundo algumas tradições, o portão foi selado no século XVI. A profecia de Ezequiel diz:

“E o Senhor, Deus de Israel, entrou por ele; por isso, estará fechado.” (Ezequiel 44:1-2)

Mas para os cristãos, sabemos que nenhuma porta pode impedir a vinda do Rei da Glória!

Visitamos o Tanque de Betesda. Entre as ruínas deste antigo reservatório, ecoa a lembrança do milagre da cura do paralítico, realizado por Jesus, provando que nenhuma enfermidade, nem mesmo o tempo, pode limitar o poder do Filho de Deus.

“Estava ali um homem enfermo, havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: ‘Queres ficar são?’” (João 5:5-6)

O paralítico, incapaz de chegar sozinho ao tanque, respondeu que não havia ninguém para ajudá-lo. Mas o verdadeiro milagre não estava nas águas, e sim na palavra de Cristo.

“Levanta-te, toma tua cama e anda.” (João 5:8)

Imediatamente, o homem foi curado! Sem precisar tocar as águas, sem esperar um anjo, sem depender de ninguém – apenas pela palavra de Jesus, que tem poder sobre todas as coisas.

Seguimos para um dos momentos mais emocionantes da viagem: a caminhada pela Via Dolorosa, refazendo os passos de Jesus rumo ao Calvário.

As ruas estreitas da Cidade Velha ainda guardam as marcas do sofrimento de Cristo. Passamos pela Via Crucis, refletindo sobre cada momento da Paixão:

“E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota.” (João 19:17)

Sentimos o peso do caminho, imaginando os olhares dos curiosos, os insultos, mas também a compaixão daquelas poucas almas que O seguiram até o fim.

No Calvário, Jesus foi pregado na cruz e derramou Seu sangue pela salvação da humanidade.

No Jardim do Túmulo, um dos locais mais emocionantes para os cristãos. Aqui, entre oliveiras e videiras, encontra-se um túmulo escavado na rocha, semelhante ao que foi descrito nos Evangelhos.

Diante do sepulcro vazio, sentimos a grandiosidade do momento que mudou a história da humanidade:

“Por que buscais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou!” (Lucas 24:5-6)

Ao entrarmos no túmulo, o silêncio profundo nos envolve, e nossos corações se enchem de gratidão. A morte não teve a última palavra. Cristo venceu!

Finalizamos este dia com um tempo de oração e, se possível, a Santa Ceia, celebrando a ressurreição e renovando nossa esperança na promessa de que um dia O veremos face a face.

“Porque eu vivo, vós também vivereis.” (João 14:19)

Cristo vive! Aleluia!

Seguimos pelo souk árabe, onde o ar é impregnado pelo aroma doce da canela e do cardamomo, misturando-se ao cheiro de pães recém-assados e falafels crocantes. O brilho dourado das lâmpadas ornamentadas reflete nos tecidos coloridos que dançam ao vento, enquanto os vendedores nos chamam com um sorriso, oferecendo joias, essências e lembranças que parecem conter fragmentos da própria alma da cidade.

As ruas estreitas, pavimentadas com pedras alisadas pelo tempo e por milhões de peregrinos, nos guiam por um labirinto de histórias. Passamos pelos quatro quarteirões da cidade velha – o judeu, o cristão, o muçulmano e o armênio – onde culturas e crenças se entrelaçam em um mosaico único.

Encerramos o dia no Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado para o povo judeu e a última lembrança do majestoso Templo de Herodes. Estes restos são tudo o que permanece da grande estrutura onde Jesus pregava e ensinava aos seus discípulos. Diante deste muro histórico, refletimos sobre a conexão entre as promessas bíblicas e a fé que atravessa gerações.

Hospedagem em Jerusalém

10º DIA – DESPEDIDA DE JERUSALÉM E TRASLADO AO AEROPORTO

O amanhecer em Jerusalém traz consigo o peso da história e a grandiosidade da fé que ressoa por suas ruas de pedra. Após dias intensos de peregrinação, revivendo os passos de patriarcas, profetas e do próprio Jesus, chega o momento de nos despedirmos da Terra Santa.

Antes da partida, fazemos uma última contemplação desta cidade única, cujos muros guardam séculos de promessas, milagres e transformações. Da mesma forma que os peregrinos de gerações passadas levavam consigo a poeira sagrada de Jerusalém em suas vestes, levamos agora em nossos corações as marcas desta jornada espiritual.

Em horário apropriado, seguimos para o aeroporto com assistência no traslado, garantindo um embarque tranquilo. Enquanto nos afastamos, olhamos uma última vez para a terra onde Deus escolheu revelar Seu amor à humanidade, sabendo que esta experiência nos acompanhará para sempre.

Como diz o Salmo:

“Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita definhe! Que minha língua se prenda ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, se eu não fizer de Jerusalém a minha maior alegria!” (Salmos 137:5-6)

A Terra Santa não é apenas um destino, mas um chamado. Partimos fisicamente, mas deixamos um pedaço de nossa alma entre suas colinas e muralhas sagradas.

Este roteiro foi cuidadosamente planejado para proporcionar a melhor experiência possível, porém a ordem das visitas, horários e sequência dos passeios poderão ser ajustados conforme condições climáticas, horários de funcionamento dos locais, trânsito, datas comemorativas, orientações de segurança ou necessidades operacionais, sempre visando o conforto, segurança e melhor aproveitamento do grupo.

Está pronto para caminhar pelos passos do Salvador?